Comercio

Mercado da carne suína reage com preços em queda e maior atratividade

De acordo com levantamento do Cepea, os preços médios da carne suína apresentaram queda mais intensa em março do que os das carnes de frango e bovina. Essa desvalorização foi impulsionada por dois fatores principais: a oferta de animais para abate seguiu relativamente alta e as vendas da proteína suína se mantiveram lentas. Mesmo com …

De acordo com levantamento do Cepea, os preços médios da carne suína apresentaram queda mais intensa em março do que os das carnes de frango e bovina.

Reprodução/Freepik

Essa desvalorização foi impulsionada por dois fatores principais: a oferta de animais para abate seguiu relativamente alta e as vendas da proteína suína se mantiveram lentas.

Mesmo com a demanda fraca, o volume de suínos ofertado ao mercado interno não recuou, o que pressionou os preços no atacado ao longo do mês. Com isso, a carne suína passou a se destacar no mercado por sua maior competitividade frente às principais proteínas concorrentes, especialmente o frango e a carne bovina.

Na média de março, a carcaça suína foi vendida por R$ 4,20 por quilo acima da carne de frango, uma diferença 11,9% menor que em fevereiro. Esse recuo na diferença de preços contribui diretamente para tornar a carne suína mais atrativa ao consumidor que busca opções mais acessíveis.

Em relação à carcaça casada do boi, a carne suína seguiu mais barata, com uma diferença de R$ 9,36 por quilo entre ambas as proteínas. Essa diferença cresceu 2,8% em comparação com o mês anterior, reforçando o apelo da carne suína como alternativa diante do alto custo da carne bovina.

A análise do Cepea destaca que a carne suína tende a ganhar espaço no mercado sempre que reduz sua distância de preço em relação à carne de frango. Por outro lado, quando aumenta a diferença frente à carne bovina, também se mostra mais vantajosa para os consumidores que procuram equilíbrio entre qualidade e preço.

Dessa forma, o cenário de março favoreceu o setor suinícola, que conseguiu melhorar sua posição competitiva mesmo diante de um mercado consumidor mais retraído. Com preços mais baixos e maior competitividade, a expectativa é que a carne suína tenha melhor desempenho nas vendas nos próximos meses, caso o consumo reaja.