Combustíveis & Energia

Brasil dialoga sobre pequenos reatores modulares com empresa nuclear chinesa

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, participou, nesta quinta-feira (22/01), em Xangai, de reunião com o economista-chefe da China National Nuclear Corporation (CNNC), Mingang Huang, e representantes da empresa. O encontro teve como foco o diálogo sobre o desenvolvimento e as aplicações dos pequenos reatores modulares (Small Modular Reactors – SMRs). Durante a …

Foto: Divulgação / MME.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, participou, nesta quinta-feira (22/01), em Xangai, de reunião com o economista-chefe da China National Nuclear Corporation (CNNC), Mingang Huang, e representantes da empresa. O encontro teve como foco o diálogo sobre o desenvolvimento e as aplicações dos pequenos reatores modulares (Small Modular Reactors – SMRs).

Durante a reunião, foram discutidos aspectos relacionados ao uso dos SMRs no planejamento energético, incluindo sua aplicação na geração de energia, em processos industriais, na dessalinização de água e no atendimento a cadeias produtivas com elevada demanda energética. O ministro mencionou a necessidade de atualização do setor nuclear brasileiro diante do surgimento de novas tecnologias.

No encontro, Alexandre Silveira também destacou que o Brasil possui estrutura completa no setor nuclear, abrangendo desde a pesquisa mineral e a produção de combustível até a geração de energia e a fabricação de equipamentos, o que permite a ampliação do debate sobre o desenvolvimento dessa área.

Em relação à organização do setor nuclear, o ministro afirmou que a privatização da Eletrobras, realizada em gestão anterior, resultou em mudanças na articulação entre empresas e políticas públicas do setor. Segundo ele, decisões adotadas à época envolveram investimentos e contratações sem definição sobre o futuro do setor nuclear e sobre a conclusão da usina de Angra 3.

De acordo com o ministro, o governo federal conduz atualmente um processo de reestruturação do setor nuclear, com foco em governança, planejamento econômico e alinhamento dos investimentos a uma estratégia de longo prazo. Ele informou que estão em análise soluções técnicas, institucionais e financeiras para a continuidade do projeto de Angra 3.

Alexandre Silveira também mencionou que o fortalecimento do setor nuclear envolve a ampliação de investimentos em pesquisa mineral e no desenvolvimento da cadeia produtiva do urânio. Segundo dados apresentados, cerca de 30% do subsolo brasileiro foi mapeado, e o país possui a sétima maior reserva mundial de urânio, com possibilidade de ampliação a partir de novos levantamentos geológicos.

Fonte: Ministério de Minas e Energia.