
O Pastor da Mantiqueira, também conhecido pelo apelido de “policialzinho”, é uma raça de cães nativa do Brasil especializada no pastoreio e na condução de rebanhos bovinos. Originária da Serra da Mantiqueira — região montanhosa entre os estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro —, a raça foi selecionada por peões e tropeiros para o trabalho em terrenos de declive acentuado.
Origem e contexto histórico
Existem diferentes hipóteses sobre a ascendência da raça:
- Teoria Ibérica: Sugere que os ancestrais são cães trazidos durante a União Ibérica (1580-1640), como o Pastor Garafiano e o Pastor Basco.
- Influência Europeia: Considera a possibilidade de cruzamentos com cães pastores europeus introduzidos no Brasil no século XX, como o Pastor Belga e o Cão da Serra da Estrela.
O isolamento geográfico da Serra da Mantiqueira contribuiu para a preservação das características genéticas da raça ao longo das décadas. Atualmente, o Pastor da Mantiqueira possui reconhecimento oficial pela Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC), além da SOBRACI e ALKC.
Características Morfológicas
O animal apresenta porte médio e corpo de formato quadrangular. Seus principais traços físicos incluem:
- Pelagem: Variações curta, média ou longa; lisa ou crespa.
- Coloração: Tons de preto, branco, castanho e dourado. A variação “azulego” (mescla de pelos pretos e amarelos que confere um aspecto acinzentado) é uma das mais valorizadas.
- Atributos Físicos: Orelhas eretas, focinho fino e agilidade para locomoção em áreas onde equinos apresentam limitações de acesso.
Aptidão para o trabalho rural
No agronegócio, o cão é utilizado como ferramenta de manejo para bovinos, ovinos e equinos. Suas funções principais envolvem a reunião do gado e a vigilância ativa do rebanho. A manutenção do padrão racial é realizada por canis especializados que focam na seleção genética voltada para a resistência e o instinto de pastoreio.
Fonte: Compre Rural.








