Animais Extintos

Cobra gigante que pesava mais de 1 tonelada viveu na América Latina

Estima-se que essa serpente podia alcançar até 14 metros de comprimento e pesar cerca de 1 tonelada.

Titanoboa cerrejonensis – Foto: Gerada por IA.

Há cerca de 60 milhões de anos, muito antes do surgimento dos seres humanos, a Terra era palco de criaturas impressionantes. Entre elas, destacava-se uma serpente de proporções colossais que dominava as paisagens tropicais da América Latina: a Titanoboa cerrejonensis. Considerada a maior cobra que já existiu, esse gigante pré-histórico ajuda a revelar como era o planeta em um passado remoto e como as espécies se adaptavam para sobreviver.

Durante o período Paleoceno, época que sucedeu a extinção dos dinossauros, extensas florestas tropicais cobriam regiões que hoje correspondem à Colômbia. O clima era mais quente do que o atual, criando condições ideais para o desenvolvimento de répteis de grande porte. Foi nesse ambiente úmido e exuberante que a Titanoboa prosperou.

Estima-se que essa serpente podia alcançar até 14 metros de comprimento — o equivalente ao tamanho de um ônibus — e pesar cerca de 1 tonelada. Para efeito de comparação, as maiores sucuris e pítons atuais raramente ultrapassam 7 metros e estão muito abaixo desse peso. A Titanoboa, portanto, era praticamente o dobro do tamanho das maiores cobras modernas.

Foto: Reprodução / AP.

Apesar de seu tamanho assustador, a Titanoboa não era venenosa. Assim como as jiboias e sucuris de hoje, ela matava suas presas por constrição: envolvia o corpo da vítima com suas poderosas espirais e apertava até interromper a circulação sanguínea. Esse método de caça exigia força extrema — algo que não faltava a um animal com suas dimensões.

A existência da Titanoboa também revela informações importantes sobre o ambiente da época. Cobras são animais ectotérmicos, ou seja, dependem da temperatura externa para regular o corpo. Para atingir tamanhos tão extraordinários, o clima precisava ser significativamente mais quente do que o atual. Assim, o estudo dessa serpente fornece pistas valiosas sobre as condições climáticas do Paleoceno.

Imagem: Gerada po IA.

Além de dominar florestas tropicais, sabe-se que, ao longo da história evolutiva, serpentes gigantes habitaram uma ampla variedade de ambientes — de áreas densamente florestadas até regiões costeiras e marinhas. Para sobreviver nesses diferentes habitats, essas espécies desenvolveram adaptações específicas, como mudanças na estrutura corporal, na forma de locomoção e nas estratégias de caça.