Pecuária

Tecnologia muda a rotina no campo e sustenta liderança da carne bovina brasileira

Com rebanho superior a 200 milhões de cabeças e produção anual acima de 10 milhões de toneladas, o Brasil segue como maior exportador de carne bovina, atendendo mais de 170 países.

Foto: Tony Oliveira.

A pecuária brasileira mantém posição de destaque no mercado global apoiada em mudanças no modelo de produção. O setor combina uso de tecnologia, melhoramento genético e gestão para ampliar a eficiência dentro das propriedades.

Com rebanho superior a 200 milhões de cabeças e produção anual acima de 10 milhões de toneladas, o Brasil segue como maior exportador de carne bovina, atendendo mais de 170 países.

Números do setor

Os dados mais recentes indicam a dimensão da atividade:

  • Abate anual de cerca de 39 milhões de bovinos
  • Produção superior a 10,7 milhões de toneladas de carne
  • Exportações de aproximadamente 3,8 milhões de toneladas em 2025
  • Receita acima de US$ 18 bilhões no mercado externo

O desempenho mantém o país à frente de concorrentes tradicionais e concentra a produção em estados como Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul.

Uso de tecnologia no manejo

A rotina nas fazendas passou a incorporar ferramentas digitais e sistemas de monitoramento. Produtores utilizam softwares para acompanhar indicadores como:

  • Peso dos animais
  • Ganho médio diário
  • Histórico sanitário
  • Eficiência alimentar

Dispositivos como identificação eletrônica e balanças automatizadas permitem controle individual do rebanho e ajustes no manejo.

Genética encurta ciclos produtivos

O melhoramento genético é outro ponto central na produção. Técnicas como inseminação artificial em tempo fixo são utilizadas para acelerar o ganho genético.

A seleção permite avanços em indicadores como fertilidade, ganho de peso e rendimento de carcaça, reduzindo o tempo de produção.

Pastagens e intensificação

A recuperação de áreas de pastagem e a adoção de manejo mais intensivo aumentaram a capacidade produtiva das propriedades.

Entre as práticas adotadas estão:

  • Correção do solo
  • Adubação
  • Pastejo rotacionado

Em sistemas mais tecnificados, áreas que antes comportavam um animal por hectare passaram a suportar até três. A integração lavoura-pecuária também vem sendo ampliada.

Gestão orienta decisões

A administração das propriedades passou a ser baseada em indicadores. Produtores acompanham dados como custo por arroba, taxa de prenhez e eficiência alimentar.

Esse modelo permite identificar pontos de ajuste e organizar melhor os recursos da atividade.

Mercado externo mantém ritmo

A demanda internacional segue como fator relevante para o setor. Países asiáticos concentram parte das compras, com destaque para a China.

A ampliação de mercados tem contribuído para manter o fluxo de exportações e reduzir a dependência de poucos destinos.

Exigências ambientais e rastreabilidade

O atendimento a critérios ambientais e sanitários ganhou peso nas negociações internacionais. A rastreabilidade e o controle da produção passaram a ser exigências frequentes.

Ferramentas tecnológicas auxiliam no monitoramento da cadeia produtiva e no atendimento às normas.

Fonte: Compre Rural.