
Apesar dos desafios recentes, como a pandemia e a guerra na Ucrânia, o cenário do agronegócio no Brasil mantém-se positivo. Ao longo de cinco décadas, o país evoluiu de uma produção voltada quase que exclusivamente ao consumo interno para se consolidar como um dos maiores exportadores mundiais de produtos agropecuários.
Embora a trajetória seja marcada por avanços, a situação atual apresenta desafios. Além das questões externas, como conflitos internacionais, fatores climáticos e econômicos dificultam a produção agrícola. A adoção de tecnologias e boas práticas é fundamental para superar essas dificuldades.
Cenário do agronegócio no Brasil: oportunidades e desafios
A soja permanece como o principal produto do setor agropecuário brasileiro.
O milho, em segundo lugar na produção nacional, deve alcançar 115,6 milhões de toneladas nesta safra, um aumento de 32,7% em relação ao ciclo anterior. Quase 30% dessa quantidade é destinada à exportação. Como principais culturas, soja e milho demandam proporcionalmente maior quantidade de fertilizantes.
Essas culturas responderam por 61% do consumo total de fertilizantes no Brasil, segundo dados da GlobalFert.
A manutenção da produção, o atendimento à demanda interna por fertilizantes e a sustentabilidade econômica do setor dependem de estratégias que reduzam a dependência de insumos importados. Culturas como cana-de-açúcar, algodão e café também apresentam alta demanda por fertilizantes.
Estratégias para reduzir a dependência de fertilizantes
A tecnologia desempenha papel central na sustentabilidade do agronegócio brasileiro, especialmente em momentos de aumento de custos e escassez de insumos. O uso de fertilizantes de liberação controlada é uma das principais práticas, pois promove uma liberação gradual de nutrientes, otimizando a absorção vegetal e reduzindo perdas externas.
Diferentemente dos fertilizantes convencionais, que liberam nutrientes de forma rápida, os de liberação controlada utilizam mecanismos físicos, como revestimentos poliméricos, ou químicos, com substâncias que regulam a liberação. Essa abordagem melhora a eficiência da nutrição vegetal ao longo do tempo.
Embora exijam um investimento inicial maior, esses fertilizantes proporcionam redução na quantidade aplicada, que varia entre 20% e 30%, além de melhorar os resultados no campo. Essa prática contribui para uma gestão mais eficiente dos recursos.
Práticas de manejo que fortalecem a saúde do solo também são essenciais para diminuir a dependência de fertilizantes. Solos ricos em matéria orgânica, biologicamente diversificados e devidamente irrigados apresentam maior resistência a estresses que podem comprometer a produção.
A rotação de culturas, por exemplo, promove a diversificação da biota do solo, enquanto a manutenção de plantas vivas por períodos prolongados e o uso de cobertura com palhada fortalecem o substrato e protegem o solo contra erosões e perdas de nutrientes.
A adoção de práticas sustentáveis e o uso de fertilizantes de qualidade contribuem para a saúde da lavoura. Planejar a safra com base em um entendimento técnico do cenário global e local é fundamental para uma produção eficiente e sustentável.
A compreensão do contexto brasileiro e internacional permite uma gestão mais eficaz dos recursos agrícolas, promovendo resultados mais seguros e sustentáveis na produção.
Fonte: Bel Agro.









