Sustentabilidade

Mulher constrói casa sozinha, sem tijolo e sem concreto

O projeto começou com a preparação manual do terreno, nivelamento do solo e definição de uma fundação básica.

Foto: Reprodução / YouTube.

Uma construção erguida no quintal de casa passou a chamar atenção ao adotar um caminho pouco convencional na engenharia civil. Sozinha, uma mulher decidiu levantar uma moradia utilizando blocos de espuma de poliestireno, gesso e reforços estruturais simples, sem recorrer a concreto armado tradicional ou equipamentos pesados.

O projeto começou com a preparação manual do terreno, nivelamento do solo e definição de uma fundação básica. No lugar de tijolos cerâmicos ou blocos estruturais, foram utilizados painéis leves de poliestireno, posicionados com encaixe preciso. A leveza do material facilitou o transporte e a montagem, mas levantou questionamentos sobre resistência e durabilidade.

À medida que as paredes ganhavam altura, a estrutura recebia camadas de gesso reforçado na parte externa. Em pontos estratégicos, foi aplicada malha estrutural para reduzir o risco de fissuras. O revestimento passou a desempenhar papel central no desempenho da obra, criando rigidez adicional e funcionando como barreira contra umidade e radiação solar, fatores que podem comprometer o poliestireno quando exposto diretamente.

Com o acabamento, a aparência das paredes se aproximou da de superfícies convencionais. Após as demãos de gesso e o alisamento, o aspecto visual deixou de remeter ao material leve utilizado na base.

A cobertura exigiu planejamento específico. A estrutura foi preparada para sustentar o telhado antes da instalação das placas superiores, reduzindo a exposição direta da espuma ao sol e à chuva. A porta também foi moldada com o mesmo material, mas recebeu perfil metálico leve para garantir fixação das dobradiças e maior estabilidade.

No interior, as paredes foram rebocadas e alisadas. O banheiro recebeu proteção adicional contra umidade. A pintura escolhida foi à base de água, compatível com gesso e espuma. O piso ganhou revestimento cerâmico assentado manualmente.

O método construtivo desperta interesse em aplicações de pequeno porte, como depósitos, escritórios compactos e moradias temporárias, especialmente em áreas rurais. Painéis leves reduzem esforço físico e podem diminuir o tempo de execução em comparação a sistemas tradicionais, dependendo do projeto e das condições de instalação.

A experiência amplia o debate sobre alternativas de baixo custo na construção civil. Ao final da obra, a casa passou a abrigar cozinha, banheiro e espaço interno funcional, com acabamento que não revela de imediato o material estrutural adotado.

Fonte: Fonte: Click Petróleo e Gás.