
Criada em 2018, a Sou Agrosoluções nasceu a partir de uma demanda identificada pelo goiano Valquer Diniz durante sua atuação na SeedCorp, empresa do setor de sementes. Na rotina da área de logística, informações eram trocadas por WhatsApp, notas fiscais enviadas por e-mail e controles feitos em planilhas separadas.
A proposta da plataforma foi reunir esses dados em um único sistema, integrando contratação de transportadoras, gestão de fretes, controle de pátio e organização de comprovantes e informações de compliance. A empresa foi fundada por Diniz em parceria com Paulo Henrique Alves Soares, Phelipe Alves de Souza e Vinicius Nunes Medeiros. O capital inicial veio da rescisão trabalhista do fundador, e a SeedCorp tornou-se o primeiro cliente.
Em entrevista, Diniz afirmou que o sistema permite organizar caminhões, contratar transportadoras, gerir fretes e armazenar documentos vinculados às operações. A solução atende tanto o transporte de grãos quanto de insumos.
Além da SeedCorp, a empresa atende grupos como Amaggi, Agroamazônia, Atua Agro, DaSoja e Sinova. No último ano, a Sou Agrosoluções registrou faturamento de R$ 2,2 milhões. Para 2026, a meta é alcançar R$ 5 milhões.
Controle de royalties entra na estratégia
A empresa também desenvolveu uma solução voltada à gestão de royalties de biotecnologia em soja. Segundo Diniz, mais de 9 milhões de sacas já passaram pelo sistema, movimentando mais de R$ 1 bilhão em transações.
O processo envolve o registro das vendas de sementes com tecnologia embarcada junto às multinacionais detentoras das biotecnologias, como Bayer e Corteva. Ao mesmo tempo, é necessário liberar créditos ao agricultor que adquiriu a semente, evitando inconsistências no momento da comercialização do grão.
Esse reporte costuma ser feito por meio do sistema ITS, desenvolvido pela Bayer, com envio de dados a partir de planilhas. A Sou Agrosoluções estabeleceu integração direta com o ITS, automatizando o envio das informações.
De acordo com o fundador, erros no lançamento de notas podem gerar impactos financeiros relevantes, sobretudo em operações que envolvem volumes elevados de royalties. Ele relata casos em que divergências superaram R$ 7 milhões. As multinacionais realizam auditorias e, se identificadas inconsistências, podem aplicar penalidades ao final da safra.
O ciclo da soja, concentrado entre setembro e dezembro, leva empresas a deslocarem equipes para o serviço de reporte nesse período. A proposta da plataforma é centralizar essas informações e reduzir falhas operacionais.
Fonte: The AgriBiz.








