
Uma tecnologia desenvolvida na Nova Zelândia passou a permitir o controle de rebanhos bovinos por meio de coleiras conectadas a um sistema digital. A proposta substitui cercas físicas por delimitações virtuais, definidas em aplicativo, e utiliza sinais sonoros e vibração para orientar os animais.
O modelo foi criado pela empresa Halter, fundada em 2016, e passou a ganhar atenção internacional após receber investimento liderado por Peter Thiel, que elevou seu valor de mercado a US$ 2 bilhões.
Como funciona o controle do rebanho
O sistema é baseado em três componentes:
- coleiras com GPS e energia solar
- torres de comunicação instaladas na propriedade
- aplicativo de gestão no celular
O produtor define áreas de pastejo diretamente no aplicativo, criando limites virtuais. As vacas passam a ser guiadas por sinais sonoros e vibração, respeitando os espaços determinados.
Monitoramento e manejo digital
A tecnologia também permite acompanhar o comportamento dos animais e organizar o manejo à distância.
Entre as funcionalidades estão:
- localização em tempo real
- identificação de cio
- acompanhamento de saúde e atividade
- movimentação do rebanho por comando remoto
Tarefas como reunir o gado podem ser realizadas pelo aplicativo, sem condução manual.
Mudanças na estrutura da fazenda
O uso do sistema altera a organização das propriedades, com redução da dependência de cercas físicas e ajustes no uso das áreas de pastagem.
A tecnologia também interfere na rotina de trabalho, com parte das atividades sendo realizada de forma digital.
Expansão e interesse global
A Halter já opera em países como Nova Zelândia, Austrália e Estados Unidos, com uso em propriedades comerciais.
O investimento liderado por Peter Thiel reforça o interesse do mercado em soluções que integram inteligência artificial e produção agropecuária.
Possível impacto no Brasil
O Brasil possui um dos maiores rebanhos bovinos do mundo, o que amplia o potencial de adoção de tecnologias voltadas ao monitoramento e manejo digital.
A aplicação em larga escala depende de fatores como conectividade, custos e adaptação às condições das propriedades.
Fonte: Compre Rural.








