Tecnologia

Inteligência Artificial já turbina o faturamento de 33% das empresas no agro

A adoção da Inteligência Artificial começou a apresentar resultados financeiros diretos para as organizações do setor.

Foto: Criada por IA.

Dados da 29ª Global CEO Survey, realizada pela PwC com mais de 4,4 mil líderes em 95 países, indicam uma mudança estrutural no agronegócio brasileiro. De acordo com o estudo, 50% dos CEOs do setor no Brasil afirmam que as suas empresas passaram a competir em novos setores nos últimos cinco anos, refletindo uma estratégia de diversificação para além das fronteiras tradicionais do campo.

Impacto da Inteligência Artificial (IA)

A adoção da Inteligência Artificial começou a apresentar resultados financeiros diretos para as organizações do setor:

  • Receitas: 33% das companhias registaram aumento de faturação após a implementação de soluções de IA.
  • Custos: 33% das empresas observaram redução de despesas operacionais através da automação e eficiência.
  • Mão de obra: 60% dos líderes acreditam na redução da necessidade de profissionais em início de carreira nos próximos três anos devido ao avanço tecnológico.

Atualmente, 58% dos executivos indicam que os projetos de IA ainda estão em fase inicial e não geraram mudanças significativas.

Inovação e Colaboração

A inovação é considerada um componente crítico da estratégia de negócios para 63% dos CEOs brasileiros do agro, índice superior à média global. As principais formas de execução desta agenda incluem:

  • Parcerias externas: 38% dos executivos colaboram com startups, universidades e fornecedores.
  • Testes práticos: 35% das empresas aplicam testes rápidos de novas ideias com utilizadores finais.
  • Estrutura formal: Apenas 15% das companhias possuem centros de inovação próprios e formais.

Mapa de Riscos e Desafios

O estudo identifica os principais fatores de preocupação para a gestão das empresas em 2026:

  1. Inflação (35%): Pressão sobre custos de insumos e logística.
  2. Instabilidade Macroeconómica (33%) e Mudanças Climáticas (33%): Fatores que impactam diretamente a alocação de capital e a cadeia de suprimentos.
  3. Falta de Talentos Qualificados (25%) e Conflitos Geopolíticos (25%).

Gestão do Tempo e Sustentabilidade

A pesquisa alerta para o foco excessivo em questões de curto prazo: 54% da agenda dos CEOs é consumida por temas imediatos, enquanto apenas 15% é dedicada a estratégias com horizonte superior a cinco anos. No que se refere ao clima, 43% dos líderes consideram o tema no desenvolvimento de produtos, mas apenas 25% o incorporam nas decisões de alocação de capital.

Fonte: Compre Rural.