Agronegócio

Passaporte Verde prepara pecuária para nova fase de controle e novos mercados

A partir de janeiro de 2030, o programa passa a ser obrigatório para produtores com restrições ambientais, respeitando também o calendário definido pelo Penib.

Imagem gerada por IA.

O governo de Mato Grosso sancionou a política que institui o Passaporte Verde, programa voltado ao monitoramento socioambiental da pecuária. A iniciativa estabelece a rastreabilidade do rebanho e a comprovação da regularidade ambiental das propriedades, com a meta de ampliar o acesso da carne produzida no estado a mercados com exigências específicas.

A implementação será gradual e seguirá o cronograma do Plano Nacional de Identificação de Bovinos e Bubalinos. A previsão é que a operação tenha início no segundo semestre de 2026.

Como funcionará a adesão

Segundo o diretor de projetos do Instituto Mato-grossense da Carne, Bruno de Jesus Andrade, a participação será voluntária entre o segundo semestre de 2026 e dezembro de 2029. A partir de janeiro de 2030, o programa passa a ser obrigatório para produtores com restrições ambientais, respeitando também o calendário definido pelo Penib.

Durante o período voluntário, o produtor que optar por aderir deverá identificar individualmente os animais, registrar todas as movimentações e acompanhar a regularidade socioambiental das propriedades fornecedoras. Também será exigida a leitura dos dispositivos de identificação na entrada e saída dos animais, tanto em frigoríficos quanto em outras fazendas.

Investimentos e levantamento de dados

A adesão durante a fase voluntária exige investimento na compra dos dispositivos de identificação. O governo estadual estuda alternativas para reduzir o impacto financeiro, principalmente para pequenos produtores.

Levantamentos conduzidos pelo Imac identificam propriedades com restrições ambientais, o porte das fazendas e os custos necessários para adequação. A proposta prevê a criação de mecanismos para subsidiar parte dos investimentos e facilitar a entrada no programa.

Para médios e grandes produtores, será necessário arcar com a aquisição de brincos e sistemas de identificação. A expectativa é que a rastreabilidade contribua para aprimorar o controle interno das propriedades e a organização das informações produtivas.

Fonte: Planeta Campo.