Agronegócio

Rebanho bovino dos Estados Unidos registra menor nível em 75 anos

A diminuição estrutural do rebanho é atribuída a um conjunto de fatores climáticos e econômicos.

Foto: Reprodução / Agribiz.

De acordo com o relatório de inventário do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado em 1º de janeiro de 2026, o rebanho bovino norte-americano atingiu o patamar mais baixo das últimas sete décadas. O país contabiliza atualmente 86,2 milhões de cabeças de gado e bezerros, o que representa uma redução de 0,35% em comparação ao período anterior.

Indicadores do levantamento

O relatório detalha a composição atual do plantel nos EUA:

  • Total de bovinos e bezerros: 86,2 milhões de cabeças.
  • Vacas de corte: 27,6 milhões de cabeças (queda de 1%).
  • Produção de bezerros (2025): 32,9 milhões de cabeças — o menor volume registrado desde 1941.
  • Novilhas de reposição: 4,71 milhões de cabeças (alta de 1%).

Causas da retração

A diminuição estrutural do rebanho é atribuída a um conjunto de fatores climáticos e econômicos:

  1. Condições Climáticas: Secas persistentes nos estados do Oeste afetaram a qualidade das pastagens e elevaram os custos de alimentação animal.
  2. Custos de Produção: O aumento nas despesas operacionais forçou produtores a reduzir o tamanho dos plantéis.
  3. Dinâmica de Mercado: Os preços elevados do gado incentivaram o envio de animais para o abate em vez da retenção de fêmeas para reprodução.

Impactos no mercado e oportunidades

A oferta restrita resultou na elevação dos preços da carne bovina ao consumidor final nos EUA. Em dezembro de 2025, a carne moída registrou alta de 19% no acumulado anual. No setor industrial, a escassez de animais levou ao fechamento de plantas processadoras em estados como Nebraska e Texas.

O cenário projeta implicações para o comércio global:

  • Exportações Brasileiras: Estima-se que o Brasil possa ampliar o envio de carne bovina para os EUA, passando de 270 mil para cerca de 400 mil toneladas em 2026.
  • Produção Global: O Brasil atingiu a liderança mundial na produção de carne bovina com 12,35 milhões de toneladas em 2025, enquanto os EUA registraram 11,81 milhões. Para 2026, o USDA prevê um volume de 11,7 milhões de toneladas para o Brasil e 11,71 milhões para os EUA.

Fonte: Compre Rural.