
Pesquisadores brasileiros estabeleceram um sistema de cultivo de alimentos frescos na Antártica, utilizando uma estufa de alta tecnologia projetada para operar em condições climáticas extremas. A iniciativa faz parte do Programa Antártico Brasileiro (Proantar) e visa diversificar a dieta dos cientistas que atuam no continente, onde as temperaturas podem atingir -60 °C.
A estrutura é composta por chapas de alumínio e revestida com um isolante térmico biodegradável produzido a partir de mamona, uma tecnologia nacional que evita o uso de derivados de petróleo. O sistema permite o controle remoto de variáveis como temperatura, umidade e iluminação ultravioleta por meio de uma caixa de comando externa, mantendo o ambiente de cultivo isolado do clima exterior.
Atualmente, o projeto produz microverdes, incluindo variedades de mostarda, agrião, brócolis e rabanete. Estes alimentos possuem ciclos de colheita curtos, variando entre 10 e 12 dias. Devido às restrições ambientais da Antártica, que proíbem o descarte de resíduos e a introdução de solo estrangeiro, o cultivo utiliza um substrato orgânico fabricado no local a partir de resíduos reciclados pela própria equipe, como caixas de ovos e borra de café.
O experimento é coordenado pela Ambipar e demonstra a viabilidade de sistemas de produção autossuficientes em locais isolados. Além de suprir as necessidades nutricionais das expedições atuais, a tecnologia é considerada um modelo para futuras missões de longa duração em outros ambientes de condições severas.
Fonte: Compre Rural.








