Tecnologia

Robô agrícola chinês consegue realizar tarefas de vários trabalhadores

O robô foi projetado para desempenhar quatro funções: polinização, manejo da folhagem, floração e colheita.

Foto: Reprodução / Gulf Observer.

Pesquisadores do Laboratório de Robótica da Universidade de Fudan, na China, desenvolveram um robô agrícola multifuncional destinado à realização de operações em plantações de tomate. O equipamento foi apresentado pela primeira vez no ano passado e utiliza sistemas de inteligência artificial integrados a tecnologias de automação.

De acordo com dados divulgados pela equipe, um único robô pode executar atividades equivalentes às realizadas por seis trabalhadores. O custo do equipamento corresponde a uma faixa entre 10% e 20% do valor de modelos semelhantes produzidos no exterior.

O robô foi projetado para desempenhar quatro funções: polinização, manejo da folhagem, floração e colheita. O sistema reúne percepção visual em três dimensões, navegação autônoma, processamento de dados em nuvem e técnicas de aprendizado profundo. Segundo os desenvolvedores, essas tecnologias permitem a identificação e localização de frutos encobertos por folhas e o deslocamento entre fileiras de plantas.

O projeto teve início em 2021, após uma demonstração de pesquisa do Grupo Guangming, que direcionou a equipe para o desenvolvimento de soluções em robótica agrícola. Ao longo de quatro anos, os pesquisadores realizaram quatro versões do equipamento, evoluindo de braços robóticos industriais para um robô autônomo. O sistema inclui um braço biônico para movimentação entre as plantas e um mecanismo de visão tridimensional para análise do ambiente.

Além desse projeto, iniciativas relacionadas ao uso de inteligência artificial na agricultura vêm sendo ampliadas na China. Em 13 de janeiro, pesquisadores da Universidade Agrícola de Nanjing (NAU) apresentaram o Sinong, modelo de linguagem de grande porte e código aberto voltado ao setor agrícola. O sistema reúne informações de cerca de 9.000 livros, mais de 240 mil artigos acadêmicos, aproximadamente 20 mil documentos de políticas públicas e conteúdos baseados na internet, abrangendo áreas como ciência animal, economia agrícola, recursos naturais, meio ambiente, horticultura, agricultura inteligente, medicina veterinária, proteção de plantas e melhoramento genético.

Fonte: Poder360.