
Um modelo de investimento baseado em energia solar, divulgado como oportunidade de obtenção de renda por meio de créditos energéticos, resultou em prejuízos financeiros para investidores de Mato Grosso do Sul e de outros estados. A empresa investigada passou a ser alvo de processos judiciais.
A empresa, com sede em Natal (RN) e filial em Barueri (SP), oferecia contratos que prometiam rendimentos mensais entre 4% e 5%, supostamente obtidos a partir da operação de usinas solares e da comercialização de créditos de energia. O modelo atraiu investidores em diferentes regiões do país.
De acordo com apuração da Receita Federal, a empresa informava operar 11 usinas solares, com geração mensal superior a 1,2 milhão de kWh. As investigações apontaram, no entanto, que apenas uma usina existia e estava conectada à rede elétrica.
Em fevereiro de 2025, a Polícia Federal deflagrou a Operação Pleonexia, com cumprimento de medidas em Natal, Barueri e Goiânia. Segundo os investigadores, a empresa teria movimentado aproximadamente R$ 151 milhões de forma irregular.
Embora não tenham sido cumpridas ordens judiciais em Mato Grosso do Sul no âmbito da operação, investidores do estado ingressaram com ações na Justiça. A 8ª Vara Cível de Campo Grande determinou o bloqueio de R$ 108 mil da empresa, após recurso apresentado por um dos investidores.
Em um dos processos, um servidor federal firmou contrato inicial em julho de 2024, com aporte de R$ 1 mil, e posteriormente celebrou outros onze contratos. Entre julho de 2024 e janeiro de 2025, o valor total investido chegou a R$ 114 mil, sem que houvesse retorno financeiro. Após negativa inicial de tutela de urgência, o Tribunal determinou o bloqueio de valores da empresa.
Outro caso, registrado em Dourados, envolve um investidor que aplicou R$ 136 mil, acumulados ao longo de aproximadamente dez anos. Conforme consta no processo, o investidor tomou conhecimento de investigações envolvendo a empresa após a realização dos aportes. Apesar da denúncia apresentada à Polícia Federal, a Justiça indeferiu o pedido de tutela de urgência e marcou audiência de conciliação. Até o momento, a empresa não foi localizada para citação formal.
Em comunicado divulgado em 2025, a empresa afirmou que atuava de boa-fé e que os pagamentos aos investidores estariam impossibilitados em razão do bloqueio de contas determinado pela Polícia Federal.
Fonte: Click Petróleo e Gás.








