O setor de máquinas e implementos agrícolas segue impactado por altas taxas de juros e incertezas no Plano Safra. Com taxas anuais próximas de 15%, a obtenção de crédito para aquisição de equipamentos tornou-se um desafio para produtores rurais, afetando diretamente o crescimento das vendas. A Abimaq propôs ao governo federal a destinação de R$ 21 bilhões ao Moderfrota, buscando ampliar o acesso ao financiamento de tratores e colheitadeiras.

Apesar do cenário adverso, a entidade mantém a expectativa de crescimento de 8% para 2025, com faturamento estimado em R$ 65 bilhões. O otimismo vem das boas condições das safras e da valorização de algumas commodities, como café, laranja e cana-de-açúcar. A recuperação da produção de grãos também impulsiona essa projeção positiva.
No comércio exterior, os dados da Abimaq indicam continuidade da recuperação do setor. As exportações totalizaram US$ 870 milhões em fevereiro, um crescimento de 7,0% em relação a janeiro e 6,6% na comparação anual. Mesmo assim, os números ainda estão abaixo da média de 2024, refletindo desafios no mercado externo. A América do Sul tornou-se o principal destino das máquinas brasileiras, representando 35,5% das exportações. Por outro lado, mercados como Estados Unidos, México e Canadá reduziram significativamente suas compras neste início de ano.
As importações recuaram 12,5% em fevereiro na comparação com janeiro, mas seguem em patamar elevado, atingindo US$ 2,4 bilhões. Esse valor representa o maior volume para o mês desde 1999. O segmento agrícola foi um dos destaques, com crescimento de 25,3% na importação de máquinas e equipamentos.