O timpanismo bovino, ou empanzinamento, é comum em ruminantes. A doença causa acúmulo de gases no rúmen e retículo. O animal fica impossibilitado de eliminar os gases naturalmente. O problema é mais comum em confinamento com rações concentradas. Pastagens de leguminosas em crescimento também podem causar.

O timpanismo tem evolução rápida e pode ser fatal. Existem dois tipos: primário e secundário. O primário envolve aumento da tensão ou viscosidade do líquido ruminal. Bolhas de gás persistem e não são eliminadas. O secundário ocorre por obstrução ou problemas na eructação.
Sinais clínicos incluem dor abdominal e redução alimentar. Alta frequência respiratória e aumento do rúmen são observados. Há pressão excessiva, salivação e extensão do pescoço. O animal pode cair com cabeça estendida e boca aberta. No tipo secundário, pode haver enfartamento ganglionar.
O diagnóstico se baseia nos sinais e histórico alimentar. O tratamento depende da gravidade. No timpanismo espumoso, visa expulsar gases e reduzir a espuma. Uso de sonda orogástrica ou trocáter pode ser necessário. Em último caso, faz-se cirurgia (rumenotomia).
A prevenção envolve dieta equilibrada com fibras. Evitar excesso de grãos e moagem fina é importante. Cuidado com feno de leguminosas é essencial. Em casos de emergência, pecuaristas precisam de preparo e instrumentos. A assistência veterinária é crucial para prevenção e tratamento.