Economia

Arrecadação federal soma R$ 2,886 trilhões em 2025, segundo a Receita Federal

No recorte mensal, a arrecadação de dezembro totalizou R$ 292,724 bilhões, com crescimento real de 7,46% em relação a dezembro de 2024, quando foram arrecadados R$ 261,265 bilhões.

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Foto: Agência Brasil/divulgação.

A arrecadação total das receitas federais alcançou R$ 2,886 trilhões em 2025. O resultado representa crescimento real de 3,65%, descontada a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em comparação com 2024, quando o total foi de R$ 2,652 trilhões. Em termos nominais, o aumento foi de 8,83%.

No recorte mensal, a arrecadação de dezembro totalizou R$ 292,724 bilhões, com crescimento real de 7,46% em relação a dezembro de 2024, quando foram arrecadados R$ 261,265 bilhões. Em termos nominais, a variação foi de 12,04%.

Os dados foram divulgados em 22 de janeiro pela Receita Federal do Brasil (RFB), durante entrevista coletiva realizada no Ministério da Fazenda, em Brasília. Na ocasião, representantes do órgão apresentaram informações sobre o desempenho da arrecadação e os fatores que influenciaram os resultados.

A Receita Federal informou que a base de comparação de 2024 foi impactada por receitas não recorrentes e alterações legislativas ocorridas naquele ano. Desconsiderados esses eventos atípicos, o crescimento real da arrecadação em 2025 teria sido de 4,82% na comparação com 2024. Segundo o órgão, os valores classificados como extraordinários somaram cerca de R$ 17 bilhões em 2024 e aproximadamente R$ 3 bilhões em 2025.

Entre os fatores associados ao comportamento da arrecadação em 2025 estão indicadores macroeconômicos. No período de dezembro de 2024 a novembro de 2025, a produção industrial registrou variação de 0,17% em relação ao período anterior. As vendas de bens apresentaram retração de 0,16%, enquanto as vendas de serviços cresceram 2,72%. O valor em dólar das importações aumentou 2,11% e a massa salarial teve elevação de 10,90%.

A Receita também destacou o impacto de mudanças na legislação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), promovidas pelos decretos nº 12.467/2025 e nº 12.499/2025. A arrecadação do IOF somou R$ 86,477 bilhões em 2025, crescimento real de 20,54% em relação a 2024. Outro ponto mencionado foi o desempenho da arrecadação do PIS/Cofins, associado à evolução do setor de serviços e das entidades financeiras.

O resultado anual também foi influenciado pelo aumento da arrecadação dos tributos sobre o comércio exterior, relacionado à variação cambial e à elevação das alíquotas médias, além do crescimento das contribuições previdenciárias, decorrente da expansão da massa salarial e da redução da desoneração da folha de pagamentos.

No acumulado de janeiro a dezembro de 2025, as receitas previdenciárias totalizaram R$ 737,571 bilhões, com crescimento de 3,27% em relação a 2024. A arrecadação de Cofins/PIS-Pasep somou R$ 581,946 bilhões, alta de 3,03% na mesma comparação. Já o recolhimento de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) alcançou R$ 530,811 bilhões, aumento de 1,27% frente ao ano anterior.

A Receita Federal apresentou ainda dados por divisões econômicas, excluídas as receitas previdenciárias. O segmento de atividades de exploração de jogos de azar e apostas registrou arrecadação de R$ 9,953 bilhões em 2025, ante R$ 91 milhões em 2024, refletindo a regulamentação do setor com vigência a partir de 2025. O maior volume de arrecadação foi observado no segmento de entidades financeiras, com R$ 341,386 bilhões, seguido pelo comércio atacadista, com R$ 183,609 bilhões.

Considerando apenas as receitas administradas pela Receita Federal, a arrecadação de 2025 somou R$ 2,763 trilhões, com crescimento real de 4,27% e nominal de 9,47% em relação a 2024. As receitas administradas por outros órgãos totalizaram R$ 123,612 bilhões no mesmo período, o que representa queda real de 8,40% e nominal de 3,79% na comparação anual.

Fonte: Ministério da Fazenda.