
O transporte hidroviário tem ampliado espaço na logística de combustíveis no Brasil. Na Região Norte, a hidrovia do Tapajós passou a desempenhar papel relevante no deslocamento de derivados de petróleo e biocombustíveis, reduzindo a dependência de longas rotas rodoviárias.
Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) em 04/03 indicam que o corredor logístico entre Miritituba e Santarém movimenta cerca de 1,2 milhão de metros cúbicos de combustíveis e biocombustíveis por ano.
Fluxo de combustíveis pelo corredor fluvial
Do total transportado anualmente, aproximadamente:
- 840 mil m³ correspondem a derivados de petróleo enviados para Miritituba
- 360 mil m³ são biocombustíveis que partem da região
A operação forma um fluxo contínuo de cargas pelo rio Tapajós, permitindo o deslocamento de grandes volumes em uma única viagem fluvial.
Segundo estimativas do setor, esse modelo logístico evita cerca de 20 mil viagens rodoviárias por ano, reduzindo a circulação de caminhões em trechos rodoviários utilizados para abastecer cidades da Região Norte.
Diferença de emissões entre modais
Estudo da consultoria Future Climate Group aponta diferenças nas emissões de gases de efeito estufa entre os modais de transporte de carga.
De acordo com a análise, o transporte hidroviário pode emitir:
- até 73% menos CO₂ que o transporte rodoviário
- cerca de 36% menos CO₂ que o transporte ferroviário
A diferença ocorre porque embarcações conseguem transportar grandes volumes de carga com menor consumo energético por tonelada movimentada.
Papel das hidrovias na logística regional
O uso da hidrovia do Tapajós ganhou espaço nos últimos anos como alternativa para o transporte de combustíveis na Amazônia. O corredor entre Miritituba e Santarém permite movimentar derivados e biocombustíveis em volumes elevados, com menor necessidade de transporte terrestre.
Especialistas apontam que a expansão do uso de hidrovias pode ampliar a eficiência logística no país e reduzir custos operacionais, além de diminuir a pressão sobre rodovias utilizadas no transporte de cargas.
Fonte: Click Petróleo e Gás..








