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Guariroba: a palmeira do Cerrado que virou tema de viral e tem valor econômico e cultural

A planta conhecida como guariroba ganhou destaque após um sucesso musical e revela importância ecológica, nutricional e econômica na região do Cerrado. Saiba mais sobre suas características e regras de cultivo.

Guariroba, gueroba, coco-babão são alguns nomes atribuídos ao produto Divulgação/Museu do Cerrado
Guariroba, gueroba, coco-babão são alguns nomes atribuídos ao produto – Foto: Divulgação/Museu do Cerrado.

A letra original cita “Toma chá de guabirova”, mas a semelhança sonora levou muitos a procurarem pela planta conhecida como guariroba. Essa planta, além de sua presença na cultura popular, possui grande relevância na economia do Centro-Oeste brasileiro.

A Syagrus oleracea, nome científico da guariroba, é uma palmeira nativa do Brasil, especialmente do Cerrado. Diferentemente da fruta mencionada na música, ela é valorizada pelo seu palmito de sabor marcante e amargo, considerado uma iguaria em regiões como Goiás e Minas Gerais.

Diferenciais de sabor e uso na culinária

O aspecto que diferencia a guariroba de outras palmeiras como a pupunha ou o açaí é seu sabor intenso. Enquanto as demais podem ter perfil mais suave ou adocicado, o palmito da guariroba apresenta um amargor pronunciado que permanece mesmo após o preparo. Essa característica é valorizada em pratos tradicionais, como o “empadão goiano” e o arroz com guariroba.

Além do palmito, a planta produz frutos, conhecidos como cocos, que também são consumidos e utilizados na recuperação de áreas degradadas, além de contribuir para o paisagismo local.

Valor nutricional e potencial de consumo

Estudos indicam que o palmito da guariroba é uma fonte significativa de fibras, ferro, além de compostos fenólicos com propriedades antioxidantes, e vitamina C. Essas características elevam a planta de um símbolo regional a uma opção nutritiva para dietas saudáveis.

Para quem atua na produção, é essencial seguir a legislação vigente. Como a Syagrus oleracea é uma espécie nativa, sua exploração comercial requer cuidados especiais. Diferentemente da pupunha, cuja colheita permite o rebrote, o corte do palmito da guariroba causa a morte da planta, exigindo manejo sustentável.

Por sua biologia, a extração predatória representa risco de extinção. Assim, órgãos ambientais como o Ibama e secretarias estaduais demandam a elaboração de Planos de Manejo Sustentável para garantir a exploração legal e preservação da espécie.

Instituições de ensino, como o Instituto Federal Goiano, reforçam que o cultivo planejado é a alternativa mais segura para garantir a sustentabilidade econômica do setor sem comprometer o ecossistema do Cerrado. Orientações técnicas são essenciais para que a produção seja rentável e compatível com a conservação ambiental.

Fonte: Band.