
Na segunda-feira (15), o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu o representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Jorge Meza, para discutir o fortalecimento da cooperação entre o Ministério e a organização em temas estratégicos relacionados à agricultura, segurança alimentar e desenvolvimento sustentável.
Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, o ministro destacou a importância da parceria entre o Brasil e a FAO, ressaltando a contribuição brasileira para iniciativas voltadas à produção sustentável de alimentos, à adaptação às mudanças climáticas e ao fortalecimento da defesa agropecuária.
Entre os temas abordados, esteve a cooperação entre a FAO e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério. Em março de 2026, as instituições assinaram um novo Memorando de Entendimento com o objetivo de ampliar a atuação conjunta em ciência, inovação e políticas públicas voltadas à transformação sustentável dos sistemas agroalimentares. O acordo contempla áreas como segurança alimentar e nutricional, desenvolvimento agrícola sustentável, ação climática, biodiversidade, bioeconomia, economia circular e capacitação técnica.
Também foi destacado o reconhecimento internacional da Embrapa como referência em agricultura tropical. A instituição tem contribuído com tecnologias e experiências em recuperação de áreas degradadas, integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), agricultura de baixo carbono e adaptação às mudanças climáticas, ajudando a aumentar a produtividade e a sustentabilidade da agricultura em diferentes regiões do mundo.
Outro ponto tratado na reunião foi a cooperação entre a FAO e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Segundo o Ministério, as instituições atuam conjuntamente em iniciativas relacionadas à agrometeorologia, monitoramento climático, sistemas de alerta precoce para secas e eventos extremos, além do fortalecimento da resiliência dos sistemas produtivos.
Defesa Agropecuária
De acordo com o Ministério, a defesa agropecuária foi um dos temas centrais do encontro. Nesse contexto, foi destacada a participação do Brasil na prevenção, monitoramento e controle de doenças animais transfronteiriças. Como autoridade veterinária nacional, o Ministério da Agricultura e Pecuária desempenha papel estratégico no monitoramento internacional de enfermidades, fortalecimento de mecanismos de prevenção e resposta a emergências sanitárias, além da disseminação de boas práticas de biosseguridade e gestão de riscos.
O ministro André de Paula também ressaltou o reconhecimento internacional do Brasil em função da robustez do sistema de defesa agropecuária. Segundo o Ministério, a atuação coordenada do órgão e dos órgãos estaduais no enfrentamento da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP), em 2025, demonstrou a capacidade técnica e operacional do país para detectar, conter e erradicar rapidamente emergências sanitárias, preservando a integridade do plantel avícola e a credibilidade dos controles sanitários brasileiros.
No âmbito da sanidade vegetal, o encontro abordou ações relacionadas à vassoura-de-bruxa da mandioca, praga quarentenária causada pelo fungo Rhizoctonia theobromae, identificada pela primeira vez no Brasil em 2024. Segundo o Ministério, a atuação integrada entre a pasta, a Embrapa e organismos internacionais tem contribuído para fortalecer a vigilância fitossanitária, desenvolver protocolos de monitoramento e contenção, além de ampliar as pesquisas voltadas ao controle da doença.
O secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, destacou a importância da cooperação internacional no enfrentamento do problema. Segundo ele, “é fundamental ampliar os esforços voltados ao controle da praga e ao desenvolvimento de soluções tecnológicas. A Embrapa já recebeu recursos destinados ao desenvolvimento de cultivares com maior resistência à doença”.
Cooperação Regional para Ação Climática
Outro tema discutido foi a atuação do Brasil na Plataforma da América Latina e do Caribe para Ação Climática na Agricultura (PLACA), na qual o país exerce a copresidência no biênio 2025-2026, ao lado do Peru. Segundo o Ministério, a iniciativa, com a FAO como secretaria técnica, promove a cooperação regional em adaptação às mudanças climáticas, mitigação de emissões, desenvolvimento de políticas públicas e capacitação técnica.
O secretário substituto de Comércio e Relações Internacionais, Augusto Billi, ressaltou a proximidade da relação institucional entre Brasil e FAO. Segundo ele, “o Ministério mantém uma posição permanente de adido agrícola junto à representação brasileira na FAO, sediada em Roma. O Brasil trabalha lado a lado com a organização na construção de soluções para os desafios da agricultura mundial”.
Participaram também da reunião o representante adjunto da FAO no Brasil, Gustavo Chianca; o coordenador da Área Técnica de Melhor Meio Ambiente da FAO no Brasil, Felipe Stock Vieira; e a chefe da Assessoria Especial de Comunicação Social do Ministério, Carla Madeira.
Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, a parceria reforça o papel do Brasil como referência internacional em segurança alimentar, defesa agropecuária, inovação e sustentabilidade.
Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária.









