Agricultura

Azedinha e taioba ganham espaço entre produtores e no paladar paulista

No extremo sul de São Paulo, em Parelheiros, o sítio Nossa Vida cultiva Pancs como taioba e azedinha, impulsionando a produção orgânica e gastronomia local. Com certificação orgânica e suporte do programa Sampa Mais Rural, a propriedade aumenta o valor agregado e a sustentabilidade na agricultura familiar.

Produtores de Parelheiros cultivam taioba e azedinha, impulsionando a agricultura orgânica e a gastronomia local, com apoio do programa Sampa Mais Rural - Foto: Planeta Campo / Reprodução.
Produtores de Parelheiros cultivam taioba e azedinha, impulsionando a agricultura orgânica e a gastronomia local, com apoio do programa Sampa Mais Rural – Foto: Planeta Campo / Reprodução.

No extremo sul de São Paulo, em Parelheiros, o cultivo de plantas alimentícias não convencionais (Pancs) demonstra o potencial de espécies pouco conhecidas na produção orgânica e na gastronomia.

No sítio Nossa Vida, o produtor Albert Sassaki diversifica os cultivos, transformando plantas como taioba e azedinha em alimentos com valor agregado. A propriedade, com relevo acidentado, é organizada em diferentes talhões para facilitar o manejo e garantir a rastreabilidade exigida pela certificação orgânica.

“Quando um fiscal da certificação orgânica ou do Ministério da Agricultura (Mapa) visitar, ele poderá identificar facilmente a localização e a cultivar de cada área pelo meu plano de manejo”, explica Albert.

Pancs

Entre as espécies cultivadas, destaca-se a taioba, uma Panc que requer atenção no preparo devido às variedades tóxicas. Diferente da couve, suas folhas devem ser consumidas cozidas ou refogadas. Segundo o produtor, a correta identificação da planta é fundamental para garantir a segurança do consumo.

Outra espécie que vem ganhando espaço é a azedinha, conhecida pelo sabor cítrico e potencial gastronômico. No sítio, ela é utilizada na produção de pesto, uma alternativa ao tradicional molho de manjericão.

“Nosso pesto de azedinha é um produto muito especial. Produzimos aqui e o comercializamos em feiras e eventos. É um produto saboroso, com boa aceitação”, afirma Sassaki.

A planta também é utilizada em saladas, sanduíches, massas e acompanhamentos. Sua rápida multiplicação permite que as mudas sejam transplantadas para áreas definitivas, onde permanecem em produção ao longo do ano.

Integração com a natureza

Além das Pancs, o sítio cultiva outros alimentos, como a couve crespa, utilizada na produção de chips. As folhas passam por preparo simples com azeite e temperos, sendo assadas na air fryer para criar uma opção prática e nutritiva.

A propriedade adota práticas de produção orgânica, utilizando biofertilizantes, compostagem e integração com animais. O esterco produzido é utilizado como insumo na fertilização do solo.

“Quando falamos de um produto, consideramos o tempo necessário para sua produção”, destaca Sassaki.

O agricultor participa do programa Sampa Mais Rural, que oferece suporte técnico e incentiva a produção agrícola local. A assistência inclui análises de solo e água, orientações agronômicas e apoio na aquisição de insumos.

Segundo Sassaki, a produção orgânica depende do equilíbrio entre os recursos disponíveis na propriedade. “A integração animal é fundamental, pois os animais contribuem com insumos para o sistema”, afirma.

Fonte: Planeta Campo.