Agricultura

Tipos de adubação e momentos ideais para aplicar

No Brasil, o setor agro, especialmente na produção em grande escala, depende do uso de fertilizantes minerais e orgânicos para otimizar a produtividade e garantir a saúde das lavouras. A aplicação de adubos, que inclui técnicas como no solo, foliar e fertirrigação, impacta diretamente na qualidade e no valor dos produtos agrícolas.

Existem diferentes tipos de adubação e técnicas de aplicação, que devem ser escolhidos conforme as necessidades específicas da lavoura - Foto: Reprodução.
Existem diferentes tipos de adubação e técnicas de aplicação, que devem ser escolhidos conforme as necessidades específicas da lavoura – Foto: Reprodução.

Conhecer os diferentes tipos de adubação é essencial para otimizar a produtividade e garantir o gerenciamento eficiente da lavoura. O uso de fertilizantes e adubos é indispensável na produção comercial, sendo fundamental para o desenvolvimento saudável das plantas.

Em produções de menor escala, é possível realizar controles manuais na horta. No entanto, em áreas maiores, dispensar esses insumos pode comprometer a qualidade e o crescimento dos cultivares. Plantas bem nutridas e solo devidamente fertilizado são condições básicas para uma cultura vigorosa e um produto de valor agregado.

Este artigo detalha os principais tipos de fertilizantes utilizados na agricultura, suas diferenças e as técnicas de aplicação mais comuns, auxiliando na tomada de decisão dos produtores rurais.

Os tipos de adubação mais comuns

Muitos produtores já conhecem ou ouviram falar sobre os diferentes tipos de adubação utilizados no Brasil, mas dúvidas frequentes surgem. É importante saber se a técnica adotada é a mais eficiente e se o produto escolhido atende às necessidades específicas da lavoura.

Para evitar equívocos na gestão da fertilização, é fundamental compreender os principais tipos de adubo: orgânico, mineral e organomineral. A seguir, detalhes sobre cada um deles.

Adubo orgânico

Os adubos orgânicos são compostos de matéria-prima de origem animal e vegetal. São considerados ecologicamente corretos por reutilizar resíduos que, de outra forma, seriam descartados, como esterco animal, folhas secas, grama, vinhaça, torta de filtro, cascas de frutas e legumes, entre outros. Além de contribuírem para a sustentabilidade, melhoram a estrutura do solo, controlam a oscilação térmica, reduzem o risco de estresse térmico, aumentam a capacidade de retenção de água e proporcionam uma liberação gradual de nutrientes, atendendo às necessidades nutricionais por mais tempo.

Apesar de suas vantagens ambientais e de melhoria do solo, os adubos orgânicos podem não fornecer todos os nutrientes na quantidade necessária para a cultura. Assim, sua utilização deve ser complementada por outros tipos de fertilizantes para garantir o desenvolvimento ideal das plantas.

Por ser orgânico, não significa que sua aplicação possa ser feita de forma indiscriminada. O uso não planejado pode comprometer os objetivos comerciais e a saúde da lavoura.

Por fim, vale ressaltar que não é por ser orgânico que não é preciso critério ao utilizá-lo. A aplicação indiscriminada e não planejada pode prejudicar seus objetivos comerciais!

Adubo mineral

Fertilizantes minerais com liberação controlada, muitas vezes encapsulados, representam uma alternativa que, apesar de maior investimento inicial, reduz custos com mão de obra ao diminuir a frequência de reaplicação, oferecendo uma liberação mais gradual dos nutrientes.

Ao mesmo tempo em que esta característica é positiva — por garantir à lavoura as propriedades que ela precisa rapidamente —, ela também inspira cuidados: como o produto é concentrado, é fundamental respeitar as indicações de dosagem e aplicação para não ter reações adversas.

São combinações de matérias-primas orgânicas e minerais, que oferecem os benefícios de ambos os tipos de fertilizantes, promovendo uma nutrição mais equilibrada e eficiente.

Técnicas de aplicação mais comuns

Existem três principais métodos de aplicação de fertilizantes: no solo, foliar e por fertirrigação. Cada técnica possui indicações específicas conforme o tipo de adubo, cultura e estágio de desenvolvimento da planta.

Aplicação no solo

A aplicação no solo é exclusiva para adubos orgânicos, enquanto fertilizantes minerais podem ser aplicados dessa forma dependendo do planejamento nutricional e das necessidades da cultura. Pode ocorrer nas linhas de plantio, via adubação pneumática com maquinários ou como adubação de base após a emergência. O objetivo é garantir que os nutrientes cheguem às raízes de forma direta e eficiente.

Aplicação foliar

Consiste na dissolução de fertilizantes em água, que são pulverizados sobre a lavoura. Essa técnica é complementar, pois proporciona uma absorção rápida dos nutrientes pelas plantas, embora seu efeito seja de curto prazo, levando muitos produtores a utilizarem a fertirrigação.

Aplicação por fertirrigação

Ela pode ocorrer nas linhas de plantio (abaixo ou ao lado do sulco onde estarão as sementes), via adubação pneumática (com maquinários) e do tipo adubação de base, que ocorre após a emergência da planta. Em todos os casos, o objetivo da aplicação via solo é garantir uma ação direta pelas raízes.

Para aproveitar esses benefícios, é fundamental realizar uma análise de solo detalhada, identificando as correções necessárias, o ajuste de pH e os nutrientes específicos a serem aplicados, além de definir o tipo ou combinação de adubos mais adequada.

Por que utilizar fertilizantes?

A resposta para esta pergunta pode parecer simples ou até já respondida neste artigo, não é mesmo? Mas os motivos vão além dos que já citamos. Primeiramente, é preciso lembrar que o solo brasileiro, em geral, é carente de grande parte dos nutrientes essenciais para o bom desenvolvimento vegetal. Assim, recorrer a diferentes tipos de adubação é uma maneira de corrigir essa deficiência.

O melhor controle a pragas e doenças é algo fundamental, no entanto, não é o único tipo de proteção que os fertilizantes promovem. Eles atuam para melhorar a resistência a situações de estresse hídrico e o comportamento diante de eventos climáticos adversos. Também contribuem para uma resposta mais positiva em casos de oscilações de temperatura.

Para aproveitar esses benefícios, lembre-se que o primeiro passo é fazer uma boa análise do solo. Com isso, você saberá exatamente as correções que precisa fazer, o ajuste de pH necessário e quais nutrientes deve buscar. Além, é claro, de saber exatamente a qual tipo (ou tipos, caso seja interessante uma combinação) de adubo recorrer.

Fonte: Bel Agro.