Conhecimento

Importância dos agentes biológicos na agricultura

O uso de agentes biológicos na agricultura, recomendado pela Embrapa, tem potencial para reduzir o uso de defensivos químicos e aumentar a produtividade no setor agro, especialmente em sistemas de monocultura. Essa estratégia, que envolve predadores, parasitas e micro-organismos, promove controle sustentável de pragas e doenças, impactando positivamente a saúde do solo e a economia rural.

Agentes biológicos são eficazes no manejo integrado de pragas e na proteção da lavoura - Foto: Reprodução.
Agentes biológicos são eficazes no manejo integrado de pragas e na proteção da lavoura – Foto: Reprodução.

Pragas e doenças representam desafios constantes para produtores rurais. Técnicas de plantio, nutrição, cultivo e monitoramento são adotadas para minimizar esses problemas, mas nem sempre são suficientes. Nesse contexto, o uso de agentes biológicos na agricultura tem se mostrado uma estratégia importante para o manejo integrado de pragas e doenças.

A utilização de agentes biológicos é uma prática recomendada por instituições como a Embrapa em determinadas situações. Apesar de parecer contraintuitivo, o emprego de pragas naturais para controlar outras pragas possui respaldo científico e é uma alternativa eficiente na proteção de cultivos.

Agentes biológicos na agricultura

Algumas espécies de insetos podem atuar como predadores naturais de pragas, contribuindo para o controle biológico. Essa estratégia aproveita a presença de organismos que, de forma natural ou introduzida, ajudam a reduzir populações de pragas, promovendo um equilíbrio no ecossistema agrícola.

Tratam-se de micro-organismos e macro-organismos que inibem o desenvolvimento de pragas ou doenças nas plantas. Além de serem encontrados na natureza, esses agentes são utilizados na formulação de bioinsumos, defensivos agrícolas de origem biológica, considerados benéficos para a produção agrícola.

Os agentes biológicos podem ser insetos, ácaros, nematoides, vírus, bactérias e fungos. Sua ação se divide em predadores, patógenos, parasitas, antagonistas e promotores de crescimento, cada um atuando de forma específica no controle ou na promoção do desenvolvimento vegetal.

Predadores

Predadores são agentes que se alimentam de pragas prejudiciais às plantas. Um exemplo comum é a joaninha, que é altamente eficaz no combate aos pulgões, podendo consumir até mil desses insetos ao longo de seu ciclo de vida, ajudando a reduzir significativamente as populações de pragas.

Parasitas

Parasitas utilizam seus hospedeiros para se desenvolver, destruindo sua capacidade de multiplicação. Esses agentes podem atuar na fase de ovo, larva ou adulto, dependendo da praga a ser controlada, contribuindo para o manejo de pragas na lavoura.

Patógenos

Este grupo inclui vírus, bactérias e nematoides que combatem agentes causadores de doenças nas plantas, atuando de forma a prevenir ou controlar a incidência de enfermidades agrícolas.

Antagonistas e promotores de crescimento

Antagonistas são agentes que dificultam o desenvolvimento de organismos causadores de doenças, competindo por recursos ou espaço. Promotores de crescimento estimulam a saúde das plantas, liberando compostos no solo ou interagindo diretamente com os tecidos vegetais para induzir respostas imunológicas e melhorar o desenvolvimento.

Esses agentes, em sua maioria fungos e bactérias, colonizam o solo, tecidos internos das plantas e superfícies vegetais, produzindo efeitos positivos na saúde e produtividade das culturas.

Razões para utilizar agentes biológicos

Os agentes biológicos complementam as tecnologias de proteção e desenvolvimento de plantas, ajudando a manter a eficácia de defensivos agrícolas. Seu uso reduz a dependência de produtos químicos, que podem perder eficiência com o tempo devido à resistência das pragas.

Ao incorporar agentes biológicos, é possível aumentar a produtividade, agregar valor à produção, reduzir custos e promover uma proteção mais sustentável. Além disso, contribuem para a saúde do solo e o manejo de rotação de culturas, especialmente em sistemas de monocultura ou uso intensivo de defensivos.

Esses agentes ajudam a restaurar o equilíbrio natural do ambiente agrícola, sendo aliados no manejo integrado de pragas. Sua versatilidade permite que muitos apresentem múltiplos modos de ação, potencializando os resultados do controle biológico.

A diversidade de agentes biológicos e suas ações contribui para uma abordagem mais eficiente e sustentável na proteção de culturas, promovendo o equilíbrio ecológico e a saúde do solo.

Fonte: Bel Agro.