Empregos

Vagas na Irlanda para brasileiros em construção, saúde e tecnologia

A Irlanda expandiu suas permissões de trabalho, incluindo 32 novas ocupações em setores como construção, saúde e tecnologia, com destaque para o Critical Skills Employment Permit, que dispensa teste de mercado. Brasileiros podem participar ao atender aos requisitos, possuir oferta de emprego compatível e solicitar as autorizações, com o país sendo a segunda maior fonte de permissões em 2024, totalizando 4.458 autorizações.

Irlanda amplia permissões de trabalho em construção, saúde e tecnologia, incluindo brasileiros, para suprir demanda por mão de obra nesses setores - Foto: Click Petróleo e Gás / Reprodução.
Irlanda amplia permissões de trabalho em construção, saúde e tecnologia, incluindo brasileiros, para suprir demanda por mão de obra nesses setores – Foto: Click Petróleo e Gás / Reprodução.

Mudanças no sistema irlandês de permissões de trabalho atingiram 32 ocupações e quotas, com foco em setores que enfrentam escassez de profissionais. Brasileiros podem acessar essas oportunidades ao atender aos requisitos e já figuram entre as nacionalidades com maior número de autorizações concedidas pelo país.

A Irlanda expandiu as funções que podem ser preenchidas por trabalhadores de fora do Espaço Econômico Europeu em setores com dificuldades de contratação. Para brasileiros, isso representa mais possibilidades dentro de um sistema que exige oferta de emprego e aprovação da permissão correspondente.

O Departamento de Empresa, Turismo e Emprego da Irlanda anunciou 32 mudanças após revisão das listas de ocupações do sistema de employment permits. O pacote inclui novas funções elegíveis e quotas criadas ou renovadas em setores como construção, saúde, transportes e indústria agroalimentar.

Dessas, seis ocupações foram direcionadas ao Critical Skills Employment Permit, nove passaram a acessar o General Employment Permit sem quota, duas receberam novas quotas e outras 15 tiveram quotas existentes renovadas.

Construção e saúde concentram novas funções.

Na construção civil, planejadores, programadores de obras e topógrafos geoespaciais passaram a integrar a lista de Critical Skills, destinada a atividades qualificadas com escassez de profissionais reconhecida pelo governo.

Outras especialidades saíram da lista de ocupações inelegíveis e passaram a ser acessíveis ao General Employment Permit. Entre elas estão técnicos de revestimento plástico, armadores de aço, operadores e montadores de cercas, instaladores de fachadas cortina e operadores de bombas de concreto.

A mudança foi relacionada à necessidade de sustentar a construção de moradias e projetos de infraestrutura. A justificativa oficial é que algumas especialidades continuam com escassez, mesmo com iniciativas de formação, qualificação e aproveitamento da força de trabalho local.

Na saúde, novas possibilidades de recrutamento internacional foram abertas. Funções de atendimento oftalmológico comunitário passaram a integrar o Critical Skills, enquanto técnicos farmacêuticos e higienistas dentais passaram a poder acessar o General Employment Permit.

O setor de tecnologia não depende apenas da revisão mais recente para atrair profissionais estrangeiros. Ocupações de tecnologia da informação e comunicação já fazem parte do Critical Skills, ao lado de funções em medicina, ciências, engenharia, finanças e negócios.

Critical Skills dispensa teste de mercado.

Os principais caminhos na revisão funcionam de forma distinta. O Critical Skills Employment Permit é destinado a ocupações qualificadas consideradas escassas e não exige o Labour Market Needs Test antes da contratação.

No caso do General Employment Permit, esse teste é geralmente obrigatório. O empregador deve anunciar a vaga no sistema de emprego irlandês, na rede EURES e em outra plataforma online, antes de solicitar a autorização para contratar um profissional de fora do Espaço Econômico Europeu.

A inclusão de uma profissão na lista não garante contratação automática. O candidato precisa de uma oferta de emprego compatível, atendendo aos requisitos de qualificação, experiência e remuneração, enquanto a empresa deve cumprir as condições da modalidade escolhida.

Mudanças também afetaram setores de hotelaria, alimentação e outros serviços. Foram renovadas quotas para gerentes de hotéis, responsáveis por restaurantes, catering, gestores de pubs e estabelecimentos licenciados, além de ocupações em manutenção automotiva, apoio domiciliar, processamento de carnes e horticultura.

Novas quotas foram estabelecidas para trabalhadores de processamento de pescados e operários do setor de frutos do mar. Esse mecanismo permite liberar um volume específico de permissões para funções específicas, controlando a quantidade de autorizações.

Brasil foi a segunda nacionalidade com mais permissões.

Em balanço oficial das permissões emitidas em 2024, o departamento informou que o Brasil foi a segunda nacionalidade com maior número de employment permits concedidos, totalizando 4.458 autorizações, atrás apenas da Índia, com 13.147.

Ao todo, foram emitidas 38.189 permissões em 2024, sendo 32.480 novas autorizações e 5.709 renovações. Mais da metade das novas permissões foi destinada à categoria Critical Skills, voltada a trabalhadores qualificados em áreas de escassez.

A distribuição por setor evidencia a relevância de saúde e tecnologia na contratação internacional. Foram destinadas mais de 12 mil permissões a profissionais da saúde e mais de 6.500 a profissionais de tecnologia da informação e comunicação.

A política irlandesa prioriza trabalhadores disponíveis na Irlanda, na União Europeia e no Espaço Econômico Europeu. A contratação de cidadãos de países terceiros ocorre para complementar a força de trabalho quando as necessidades de certas ocupações não são atendidas localmente.

Para brasileiros interessados, a ampliação das listas aumenta o número de funções elegíveis para contratação formal, mas o processo permanece o mesmo. A entrada continua condicionada à vaga adequada, ao cumprimento dos requisitos e à concessão da permissão pelas autoridades irlandesas.

Fonte: Click Petróleo e Gás.