
O verão, caracterizado por extremos de calor e chuvas intensas, pode afetar significativamente a umidade do solo e a saúde das pastagens. Essas condições exigem ações específicas para recuperação e manutenção da produtividade.
Dicas para recuperação de pastagens no verão
A recuperação de pastagens afetadas por eventos climáticos extremos é um processo contínuo, que deve ser iniciado assim que sinais de degradação aparecem, como solo compacto, vegetação escassa, plantas com pouco vigor, invasoras de folhas largas e infestação por pragas. A adoção de ações corretivas evita a necessidade de abrir mais pasto, o que implica custos ambientais e financeiros elevados, ou de realizar uma renovação total.
Quando o pasto apresenta sinais de degradação, como baixa cobertura vegetal, compactação do solo, presença de plantas invasoras e pragas, é fundamental implementar ações de recuperação. A seguir, são apresentadas dez estratégias que auxiliam nesse processo.
1 – Avaliação da condição do pasto
O primeiro passo para a recuperação eficiente é realizar uma análise detalhada do solo, identificando deficiências de nutrientes e condições físicas que necessitam de correção. Essa avaliação evita estratégias equivocadas de nutrição, que podem agravar a degradação. Com os resultados, é possível determinar os nutrientes essenciais para promover a recuperação da pastagem.
2 – Correção do solo
A correção do solo inclui calagem, gessagem, fosfatagem, aplicação de potássio, além de ajustes de micronutrientes e matéria orgânica. Segundo a Embrapa, esses procedimentos devem ser realizados entre março e junho, período ideal para obter efeitos positivos e garantir tempo para cuidados adicionais ao longo do ano.
3 – Rotação de pastagens
O pastejo rotacionado é essencial para promover o crescimento das plantas forrageiras e facilitar a recuperação de áreas degradadas. Dividir a área em piquetes permite o manejo do rebanho de forma a evitar o sobrepastejo, preservando áreas que necessitam de recuperação.
4 – Manejo da altura de pastejo
Utilizar uma régua de pastejo, pintada com uma faixa verde, ajuda a determinar o momento adequado para movimentar o rebanho. Quando a vegetação atingir a altura de entrada, é hora de colocar os animais na área. Quando atingir a altura de saída, indica o momento de rotacionar para evitar o excesso de consumo e promover a recuperação da planta.
5 – Controle de pragas e plantas invasoras
Pragas e plantas daninhas aceleram a degradação do pasto. É importante realizar o manejo com dessecantes, controle cultural e uso de inseticidas, quando necessário, para evitar que esses invasores comprometam a saúde do pasto e do rebanho.
6 – Prevenção de novas degradações
Medidas preventivas, como controle da lotação, evitar o pastejo prematuro após recuperação e seguir o cronograma de adubação, são essenciais para manter a pastagem saudável e evitar retrocessos na recuperação.
7 – Planejamento de manutenção preventiva
A avaliação contínua do estado do pasto e do solo é fundamental para antecipar sinais de degradação. O planejamento inclui avaliações de fertilidade entre fevereiro e abril, correções de março a junho, e fertilizações entre outubro e novembro, além de manutenção periódica após cada pastejo.
8 – Reserva de forragens
Para evitar o desgaste excessivo do pasto, é importante reservar forragens como milho, feno ou cana-de-açúcar, especialmente em períodos de menor crescimento, garantindo a alimentação do rebanho sem comprometer a recuperação da pastagem.
9 – Plantio de leguminosas
Leguminosas como feijão guandú, crotalária, calopogônio e estilosantes ajudam na melhoria da estrutura do solo e na reposição de nitrogênio. A integração lavoura-pecuária, com o plantio de milho junto às forrageiras, também contribui para a recuperação do solo e do pasto após a colheita.
10 – Combate à erosão do solo
A calagem e fosfatagem promovem a cobertura vegetal que protege o solo contra erosões. Em áreas já afetadas, medidas como terraceamento e bacias de captação de água ajudam a controlar a voçoroca. Isolar a área também evita que o problema se agrave e protege os animais de acidentes.
Fonte: Bel Agro.









