Safra 2024

Redução de chuvas permite avanço da colheita da soja no RS

A colheita de soja no Rio Grande do Sul atinge 91% da área, segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural gaúcha (Emater-RS). Na semana passada, os trabalhos abrangiam 85% da área. No entanto, em igual momento do ano passado, a ceifa já havia ocupado 96% das lavouras, enquanto a média para o momento …

Foto: Gilson Abreu/AEN.

A colheita de soja no Rio Grande do Sul atinge 91% da área, segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural gaúcha (Emater-RS). Na semana passada, os trabalhos abrangiam 85% da área. No entanto, em igual momento do ano passado, a ceifa já havia ocupado 96% das lavouras, enquanto a média para o momento nas últimas cinco safras é de 97%.

A ocorrência de chuvas menos frequentes e em volumes acumulados baixos nas regiões Sul, Centro e Oeste do estado possibilitou a retomada da colheita, justamente onde a operação estava mais atrasada. Por outro lado, na metade Norte, região em que os trabalhos estavam próximos da finalização, houve comprometimento das lavouras devido às garoas e ao excesso de umidade.

As perdas nas lavouras colhidas após o período chuvoso são elevadas, mas observa-se que nasquelas implantadas mais tardiamente, cujo ciclo se encerrou há poucos dias, o índice de grãos avariados ou germinados é menor. A estimativa de produtividade projetada inicialmente era de 3.329 kg/ha, porém deverá variar negativamente, dependendo dos resultados dos levantamentos que estão sendo realizados nas áreas a serem colhidas e perdidas.

Os custos têm sido elevados em razão da realização da colheita em solo úmido, levando à utilização parcial dos graneleiros, em função do excesso de peso, para evitar danos na locomoção. Além disso, a entrega da soja nas unidades de secagem e armazenamento também foi impactada, especialmente nos primeiros dias de retomada da colheita, em razão da alta umidade dos grãos, muitas vezes próxima a 30%.

Para a armazenagem adequada, é necessário reduzir a umidade para cerca de 14%, mas a capacidade dos secadores é limitada. As cooperativas com unidades de recebimento nas regiões Central e Campanha têm transportado os grãos para realizar a secagem nas sedes localizadas no Planalto Médio em decorrência da alta demanda de tempo e lenha para a combustão nos locais de colheita.


Fonte: Canal Rural.