
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou a alegação funcional do Genu-in Skin, colágeno produzido pela Genu-in, unidade de ingredientes da JBS. Com a decisão, o produto passa a integrar a lista de ingredientes com eficácia e segurança reconhecidas pela agência reguladora.
A autorização permite que o rótulo informe que os oligopeptídeos de colágeno podem contribuir para a elasticidade e a firmeza da pele.
O aval ocorre após a publicação de estudo clínico no Journal of Medicinal Food, conduzido por pesquisadores brasileiros. O trabalho envolveu 85 mulheres entre 45 e 60 anos, em modelo duplo-cego, randomizado e controlado por placebo. Após oito semanas de suplementação, foram observados ganhos médios de 9,7% na firmeza e 6,8% na elasticidade da pele. Em 12 semanas, a elasticidade apresentou aumento de 12,2%, segundo os dados divulgados.
Em entrevista, Vivian Zague, diretora de Pesquisa, Saúde e Nutrição da JBS, afirmou que a validação científica comprova a ação do ingrediente e atende à demanda por produtos com comprovação técnica.
A aprovação reforça a estratégia da JBS de ampliar sua atuação no segmento de ingredientes e nutracêuticos. O colágeno é obtido a partir de matéria-prima bovina, dentro de um modelo que busca aproveitar subprodutos da cadeia de processamento de carne.
Para a produção, a companhia investiu R$ 400 milhões na unidade de Presidente Epitácio, estruturada com processo verticalizado, que permite controle de qualidade, rastreabilidade e escala.
Segundo dados da consultoria Fortune Business Insights, o mercado global de colágeno foi estimado em US$ 2,72 bilhões em 2025 e pode superar US$ 7,5 bilhões até 2034. O crescimento é associado à demanda por suplementos voltados à saúde e ao bem-estar.
Fonte: The AgriBiz.







