
A Heineken inaugurou, em janeiro, sua primeira fábrica construída do zero em território brasileiro, consolidando um investimento de R$ 2,5 bilhões. A unidade está localizada em Passos, no Sul de Minas Gerais, e integra a estratégia da companhia de ampliar sua capacidade produtiva no país. A informação foi divulgada pelo Portal N1N, que acompanhou o anúncio da empresa.
A nova fábrica passa a integrar a cadeia global de produção do grupo e amplia a presença industrial da Heineken no mercado brasileiro. A unidade iniciou as operações com a geração de aproximadamente 350 empregos diretos, com previsão de ampliação do quadro conforme o avanço das atividades.
Estrutura industrial e possibilidade de expansão
O complexo industrial foi instalado em um terreno de cerca de 1 milhão de metros quadrados. Atualmente, a área construída soma aproximadamente 200 mil metros quadrados. O projeto prevê expansões graduais, de acordo com o crescimento da demanda por cerveja no mercado interno.
A concepção da fábrica permite ajustes no volume de produção ao longo do tempo, inclusive em períodos de maior consumo, sem a necessidade de obras emergenciais.
A unidade foi projetada para operar com processos voltados à redução do consumo de água, energia e emissões, seguindo diretrizes estabelecidas pela Heineken em suas operações globais.
Produção, validação e cronograma operacional
Antes do início da comercialização, os primeiros lotes produzidos em Passos foram enviados para Amsterdã, na Holanda, para validação técnica. O procedimento faz parte do protocolo global da companhia, que exige aprovação da matriz antes da liberação dos produtos ao mercado.
A operação teve início com duas das quatro linhas de produção previstas no projeto original. A expectativa é que todas as linhas estejam ativas até o fim de 2025, com a capacidade total sendo alcançada entre 2026 e 2027.
Neste primeiro momento, a produção é voltada às marcas Heineken e Amstel, em diferentes formatos, incluindo latas, garrafas long neck e retornáveis. A empresa avalia a ampliação da operação conforme o desempenho da demanda ao longo dos próximos anos.
Fonte: Click Petróleo e Gás.








