
Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), uma armadilha foi instalada na semana passada em uma área da Universidade de Taubaté (Unitau), no interior de São Paulo, com o objetivo de monitorar a presença do Rhynchophorus ferrugineus, conhecido como bicudo-vermelho-das-palmeiras.
A espécie ainda não foi registrada oficialmente no Brasil e é considerada uma praga quarentenária ausente. Apesar disso, há suspeitas de que possa ter sido introduzida no país, o que motivou ações de vigilância e monitoramento.
A instalação da armadilha foi conduzida pelo Departamento de Sanidade Vegetal (DSV) da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, com apoio das unidades regionais em Guaratinguetá e São José do Rio Preto. O Departamento de Agronomia da própria Unitau acompanha os trabalhos.
O dispositivo utiliza atrativos sexuais e alimentares para capturar possíveis exemplares da praga. O local foi selecionado por oferecer condições de segurança e por abrigar plantas hospedeiras. A armadilha permanecerá instalada por três meses, período correspondente à durabilidade da isca atrativa, com monitoramento semanal.
O bicudo-vermelho-das-palmeiras pode afetar culturas de grande valor econômico, como coqueiros, dendezeiros e tamareiras. As larvas perfuram galerias no interior do tronco e atingem o meristema apical, responsável pelo crescimento da planta, o que pode comprometer a formação de novas folhas e levar à morte da palmeira.
Em caso de novas suspeitas, o Ministério poderá instalar outras armadilhas em diferentes regiões do estado. Paralelamente, o DSV está elaborando um plano de contingência para ampliar o monitoramento e implementar medidas de controle, caso a presença da praga seja confirmada oficialmente.
Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária.








