
Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, o Brasil apresentou à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) experiências relacionadas a pesquisa e inovação que tiveram impacto na transformação da agricultura nacional e contribuíram para consolidar o país entre os maiores produtores e exportadores agrícolas do mundo.
A apresentação ocorreu durante reunião do Conselho Diretor do Programa de Pesquisa Cooperativa em Sistemas Agrícolas e Alimentares Sustentáveis (CRP), evento que precedeu a entrada oficial do Brasil na iniciativa, prevista para 1º de julho de 2026.
De acordo com o ministério, a participação no programa deverá ampliar as oportunidades para pesquisadores brasileiros, incluindo a possibilidade de concorrer a bolsas, participar de eventos científicos e desenvolver projetos em parceria com instituições de outros países. As regras para as candidaturas serão divulgadas após a formalização da adesão.
Durante o encontro, o Brasil destacou como a ciência, tecnologia e inovação contribuíram para o desenvolvimento do setor agrícola ao longo das últimas décadas. Segundo o ministério, as pesquisas realizadas no país permitiram adaptar cultivos às condições tropicais, aumentar a produtividade, incorporar práticas sustentáveis e apoiar a formulação de políticas públicas para o setor agropecuário.
Entre os exemplos apresentados, estão o Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC+) e iniciativas voltadas à adoção de práticas sustentáveis, como a recuperação de pastagens degradadas, a integração lavoura-pecuária-floresta e o uso de bioinsumos. Essas ações visam aumentar a produtividade, recuperar áreas degradadas e promover a adaptação da atividade agropecuária às mudanças climáticas.
A diretora-executiva da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Ana Euler, apresentou a trajetória da instituição e sua contribuição para o desenvolvimento da agricultura no país. Criada em 1973, a Embrapa tem desenvolvido tecnologias adaptadas ao clima e aos solos brasileiros, contribuindo para a expansão da produção agropecuária em diferentes regiões.
Também foram discutidas iniciativas relacionadas à bioeconomia, inclusão produtiva, transferência de tecnologia e cooperação internacional. Segundo o ministério, o objetivo é ampliar o acesso ao conhecimento científico e contribuir para o enfrentamento de desafios como a segurança alimentar, as mudanças climáticas e a conservação dos recursos naturais.
A adida agrícola do Brasil em Paris, Bárbara Cordeiro, ressaltou que a sustentabilidade da agricultura tropical depende de um equilíbrio entre produtividade, preservação ambiental e geração de renda no campo.
Com a adesão ao CRP, o Brasil deverá ampliar sua participação em redes internacionais de pesquisa, fortalecer a cooperação científica e compartilhar experiências desenvolvidas para a agricultura tropical sustentável com outros países.
Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária.









