A pirataria de sementes de soja causa perdas de R$ 10 bilhões anuais no Brasil, segundo estudo da Croplife e Céleres. O levantamento considera a receita perdida pela cadeia produtiva e a menor produtividade no campo. Sementes piratas representam 11% da área plantada, ou 4 milhões de hectares.

O uso de sementes certificadas poderia aumentar a produção em 1 milhão de toneladas. A tecnologia das sementes certificadas torna as lavouras mais resistentes a problemas climáticos. O estudo aponta que 67% das sementes usadas no Brasil são certificadas. As sementes “salvas” representam 22% do total, e as piratas, 11%.
O fim da pirataria poderia gerar R$ 4 bilhões adicionais para o setor de sementes e R$ 2,5 bilhões para os agricultores. A agroindústria de farelo e óleo de soja poderia faturar R$ 1,2 bilhão a mais. As exportações do agronegócio teriam um incremento de R$ 1,5 bilhão.
Estados com maior uso de sementes “salvas” sofrem com plantas daninhas resistentes e menor produtividade. O Rio Grande do Sul, com alto índice de sementes “salvas”, tem produtividade menor que outros estados. A Croplife defende melhorias na legislação para estimular o uso de sementes certificadas.