
Com uma trajetória marcada por dedicação aos estudos e participação em olimpíadas de conhecimento, Thiago conseguiu vagas em cursos de Ciências Biológicas e Ciências dos Alimentos na UFRJ (via SiSU), PUC-GO, UCB (com bolsa integral pelo ProUni), além de Unesp, Unicamp, UFC e USP, por meio de oportunidades exclusivas para medalhistas olímpicos. Sua formação ocorreu no Colégio Estadual Osvaldo da Costa Meireles, em Luziânia (GO), onde também desenvolveu a fibra a partir do bagaço de cana, visando reduzir os impactos ambientais da indústria da moda.
O papel da ciência na trajetória do jovem
Para alcançar resultados expressivos em exames como o Enem e nos vestibulares, Thiago adotou uma rotina baseada na constância nos estudos, na realização de pesquisas e na participação em olimpíadas. Sua experiência com experimentos práticos em laboratório também foi fundamental para ampliar sua compreensão sobre sustentabilidade e ciências exatas, influenciando sua visão de mundo.
Ele destaca que o contato com atividades laboratoriais trouxe conhecimentos em Química, Física e questões ambientais, transformando sua percepção de realidade e despertando interesse por soluções sustentáveis.
Transformando resíduos agrícolas em moda sustentável
O projeto ‘Do lixo ao vestuário’ nasceu de uma observação feita durante um estudo anterior sobre produção de papel com folhas de pequi. Thiago percebeu a possibilidade de criar fios têxteis a partir da celulose do bagaço de cana, um material abundante e de fácil acesso em regiões produtoras.
Com o incentivo de sua professora de Biologia, Gabrielle Rosa Silva, Thiago decidiu focar na transformação do resíduo agrícola em fibra têxtil. Sua dedicação foi reconhecida em mostras científicas, onde seu projeto chamou atenção por sua inovação e potencial ecológico.
O processo laboratorial envolveu etapas de extração da celulose do bagaço, que posteriormente foi transformada em uma solução viscosa. Após coagulação, o material resultante formou filamentos finos e brilhantes, semelhantes à seda tradicional.
O desenvolvimento da pesquisa durou cerca de 20 dias e, atualmente, aguarda o registro de patente. Os resultados demonstram um ciclo de produção eficiente, com o processo total podendo ser concluído em até 15 horas, além de uma alta proporção de fibra obtida por quilo de matéria-prima.
- Rendimento de produção: Aproximadamente 450 gramas de fibra por quilo de bagaço processado.
- Rapidez do processo: Completo em cerca de 15 horas.
- Área de aproveitamento: Cada quilo de resíduo gera cerca de 3m² de material prensado.
- Reconhecimento nacional: Único projeto de escola pública de Goiás na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) de 2023.

Para ampliar a produção em escala industrial, Thiago enfatiza a necessidade de estabelecer parcerias com empresas e entidades especializadas, visando a viabilidade comercial do projeto.
Mais informações podem ser acessadas na onte oficial.

Fonte: Brasil Escola.








