As exportações de óleo de soja dos Estados Unidos atingiram um dos maiores volumes já registrados em janeiro de 2025, alcançando 212,7 mil toneladas, impulsionadas pela queda nos preços e pela competitividade frente a outros óleos vegetais. O aumento das vendas marca uma reviravolta para o setor, que viu exportações mínimas em 2022-23 devido a preços elevados e à expectativa de maior consumo doméstico impulsionado pelo mercado de biocombustíveis.

O crescimento da demanda externa reflete, em parte, a necessidade da Índia, maior importadora global de óleo comestível, que respondeu por 20% dos embarques dos EUA nos primeiros meses do ano comercial. Coreia do Sul, Colômbia e México também figuram entre os principais destinos, com 41% das exportações. Contudo, a possível retomada de tarifas comerciais pelo México em abril pode impactar os fluxos de exportação.
A projeção do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para as exportações de óleo de soja em 2024-25 já foi superada pelas vendas realizadas até fevereiro, podendo levar a uma revisão da estimativa oficial. A Argentina segue como maior exportadora mundial, mas os EUA devem manter-se como um fornecedor relevante, especialmente se os preços do óleo de palma não recuarem.