
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o intercâmbio comercial entre Brasil e África do Sul apresentou crescimento de 11,6% em 2023 em comparação ao ano anterior. Apesar de o comércio bilateral ainda ser considerado modesto, há potencial para avanços por meio da revisão do acordo de comércio preferencial entre o Mercosul e a União Aduaneira da África Austral.
De acordo com o MDIC, atualmente, menos de 10% do comércio bilateral é beneficiado pelas preferências tarifárias do acordo, indicando espaço para ampliar as linhas tarifárias e fortalecer a cooperação econômica. O ministério informa que há negociações avançadas para estabelecer um acordo de cooperação e facilitação de investimentos, com foco na promoção de investimentos e na integração de cadeias produtivas em setores estratégicos.
O documento destaca que há investimentos mútuos relevantes entre os dois países. Empresas brasileiras como Petrobras, JBS, BRF, Tramontina, Marcopolo e WEG já atuam na África do Sul, enquanto o capital sul-africano contribui em setores como mineração, infraestrutura, transporte e manufatura no Brasil. Segundo o MDIC, ambos os países possuem capacidades tecnológicas reconhecidas, especialmente nos setores aeronáutico e de defesa, que oferecem oportunidades para cooperação bilateral.
O Ministério informa que a Embraer mantém a maior frota de jatos da sua fabricante no continente africano e que, no ano passado, a empresa firmou um acordo de cooperação com uma estatal sul-africana, abrindo caminho para uma parceria industrial mais robusta. Além disso, o governo brasileiro manifesta disposição para apoiar propostas que envolvam financiamento e cooperação industrial, especialmente em áreas de energia, minerais críticos, digital e energética, que oferecem oportunidades de crescimento.
Na pauta do comércio bilateral, o MDIC destaca o potencial do agronegócio para fortalecer cadeias de valor agroalimentares, com ênfase na segurança alimentar como eixo central da parceria. O objetivo é contribuir de forma concreta para a segurança alimentar, geração de renda e inclusão social de ambos os lados do Atlântico.
Segundo o ministério, as transformações econômicas em curso na África do Sul, como a expansão de infraestrutura, crescimento de mercados consumidores e fortalecimento de cadeias produtivas, representam oportunidades de colaboração. O MDIC cita ainda um provérbio africano para reforçar a importância da parceria: “Se queremos ir rápido, podemos ir sozinhos, mas se queremos ir mais longe, devemos ir juntos”. Para o ministério, o fortalecimento do comércio entre Brasil e África do Sul é fundamental para alcançar resultados concretos, e eventos como o Fórum Empresarial Brasil-África são considerados espaços estratégicos para transformar potencial em ações concretas.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.








