
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), juntamente com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), foi lançado nesta quarta-feira (18/03) o catálogo tecnológico da bioeconomia. A iniciativa faz parte da plataforma digital Mecaniza, voltada a promover a automação na agricultura familiar e na sociobioeconomia.
De acordo com o MDIC, o catálogo tecnológico da bioeconomia, elaborado pela Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV/MDIC), apresenta demandas por máquinas e equipamentos em diferentes etapas produtivas de cadeias da sociobiodiversidade na Amazônia Legal. A plataforma permite que os usuários busquem informações por cultura e fase de produção — como cultivo, manejo, extrativismo, beneficiamento e processamento — ou identifiquem os equipamentos necessários para cada etapa do processo.
Durante o lançamento, a secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC, Julia Cruz, destacou a importância da plataforma e do catálogo como ferramentas de acesso a dados relevantes. Segundo ela, “a plataforma Mecaniza e o catálogo tecnológico da bioeconomia representam um avanço estratégico ao organizar informações, promover transparência às demandas do setor e facilitar a conexão entre produtores, indústria, pesquisadores e investidores”.
Ela também ressaltou que, ao aprimorar a tomada de decisão, orientar políticas públicas e direcionar investimentos de forma mais precisa, essas iniciativas fortalecem a mecanização da agricultura familiar, estimulam a inovação e contribuem para o desenvolvimento sustentável da sociobioeconomia no país”, afirmou.
A iniciativa busca integrar diferentes atores ao longo das cadeias produtivas, incluindo agricultores familiares, comunidades tradicionais, empresas de tecnologia, investidores, técnicos de assistência rural e gestores públicos.
Inicialmente, a plataforma mapeia as cadeias do açaí, castanha-do-brasil, cupuaçu e babaçu. A previsão é que o catálogo também sirva de base para apoiar pesquisas, desenvolvimento e inovação, além de fortalecer projetos como o Coopera+ Amazônia, realizado em parceria com instituições e iniciativas como Sebrae e Fundo Amazônia.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.







