A vacinação é uma das práticas mais eficazes no manejo de bovinos, essencial para manter a saúde do rebanho e garantir a produtividade nas propriedades rurais. Embora envolva custos adicionais, os benefícios são imensuráveis quando comparados ao prejuízo que doenças podem causar aos animais e à economia da propriedade. Ao prevenir doenças, a vacinação não apenas evita mortes e queda de produtividade, mas também reduz o uso de medicamentos caros e tratamentos prolongados.

No Brasil, existem diversas vacinas recomendadas para os bovinos, sendo as mais comuns contra febre aftosa, brucelose, clostridioses, leptospirose, raiva, botulismo, rinotraqueíte infecciosa bovina (IBR) e diarréia viral bovina (BVD). Cada uma dessas vacinas possui um calendário de aplicação específico, que deve ser seguido para garantir a máxima eficácia. A vacinação contra a febre aftosa, por exemplo, é regulada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), com orientações distintas dependendo do estado. Já a brucelose exige apenas uma dose em fêmeas entre 3 e 8 meses de idade, sendo fundamental para prevenir a transmissão da doença, que pode afetar tanto os animais quanto os seres humanos.
A prevenção de doenças como clostridioses e leptospirose deve ser feita anualmente, com a primeira dose aplicada aos bezerros a partir dos dois meses. Já a vacinação contra raiva e botulismo, que dependem de foco regional, deve ser aplicada de acordo com a ocorrência desses problemas nas áreas de criação. Para doenças como IBR e BVD, é fundamental que a vacinação ocorra já na fase inicial do bezerro, com reforço posterior, e revacinação anual. Essas doenças podem causar sérios prejuízos à saúde do rebanho e comprometer a produção de leite e carne.
Para garantir a eficácia da vacinação, é essencial seguir corretamente o procedimento de aplicação. O primeiro passo é garantir que os animais sejam bem contidos, minimizando o estresse e permitindo uma aplicação segura e eficiente. A vacinação deve ser feita na região do pescoço, evitando o comprometimento da carne. Além disso, é fundamental que o material utilizado, como agulhas e seringas, seja descartado corretamente após o uso, evitando qualquer risco de contaminação. O manejo pós-vacinação deve ser feito de forma cuidadosa para garantir que os animais se recuperem rapidamente e sem complicações.
Em situações de emergência, é importante que o pecuarista tenha conhecimento prático para lidar com os problemas que possam surgir no rebanho. Por isso, investir em cursos de primeiros socorros e em práticas de manejo adequadas é fundamental para garantir a saúde do rebanho e o sucesso na produção agropecuária. A vacinação é apenas uma parte do cuidado com os bovinos, e o bom manejo vai muito além, garantindo que o rebanho esteja saudável e produtivo ao longo do tempo.