Os preços do petróleo encerraram a semana com forte recuo nesta sexta-feira (data fictícia), atingindo os níveis mais baixos em mais de três anos. A queda foi impulsionada pela intensificação da guerra comercial entre China e Estados Unidos, que gerou temor de uma recessão global. A decisão da China de elevar tarifas sobre produtos norte-americanos impactou diretamente os mercados de energia e outras commodities.

A partir de 10 de abril, a China aplicará tarifas adicionais de 34% sobre produtos dos EUA, como resposta às recentes medidas tarifárias implementadas por Washington. O cenário de tensão econômica global provocou desvalorização generalizada em mercados de ações, além de queda significativa nos preços de gás natural, soja e ouro. O banco JPMorgan elevou para 60% a chance de recessão mundial até o fim do ano, frente aos 40% estimados anteriormente.
Os contratos futuros do Brent recuaram US$4,56 (6,5%), fechando a US$65,58 por barril. Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caiu US$4,96 (7,4%), cotado a US$61,99. Durante o pregão, os valores mínimos chegaram a US$64,03 no Brent e US$60,45 no WTI — patamar mais baixo em quatro anos. O Brent teve a maior perda semanal percentual em 18 meses, enquanto o WTI registrou a maior queda desde 2023.
Analistas do mercado de energia destacam que a volatilidade dos preços reflete a incerteza quanto à demanda global. As novas tarifas norte-americanas e a perspectiva de crescimento econômico mais lento acendem alerta sobre os rumos do setor nos próximos meses. O Federal Reserve também expressou preocupação com os efeitos negativos das medidas comerciais, projetando inflação mais alta e aumento dos desafios para a política monetária dos Estados Unidos.