Como a gestão de resíduos pode ajudar municípios a diminuir as emissões de gases

Redução chegaria a 33% em cidades com tratamento adequado para o lixo

Brasília (DF), 12/06/2012 - Lixão da Estrutural. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
Brasília (DF), 12/06/2012 – Lixão da Estrutural. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Cidades com 100 mil habitantes podem reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em até 33,5% ao adotarem uma gestão intermediária de resíduos sólidos. Segundo estudo realizado pela consultoria internacional de gestão de resíduos e economia circular, a S2F Partners, esse nível de gestão inclui coleta universal, aproximadamente 6% de reciclagem e destinação final em aterros com captação e queima do gás metano.

A pesquisa revela que, em municípios com sistemas mais avançados de gestão de resíduos, a redução das emissões pode atingir até 61,7%. A prática de manter lixões ou aterros sem licenciamento ambiental, sem tratamento adequado de gases e chorume, representa um risco significativo à saúde pública e ao meio ambiente, causando poluição do ar, contaminação do solo e da água, além de facilitar a proliferação de insetos.

O estudo reforça que a gestão eficiente de resíduos possui grande potencial para diminuir as emissões de gases de efeito estufa, contribuindo para a descarbonização das cidades. Além dos benefícios ambientais, uma gestão mais avançada promove melhorias na saúde pública, geração de empregos e valorização imobiliária, conforme explica Carlos Silva Filho, sócio da S2F Partners e membro do conselho da ONU para resíduos.

Dados oficiais do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento indicam que o Brasil ainda mantém cerca de 1,6 mil lixões em operação, além de aproximadamente 300 aterros controlados. No total, são cerca de 1,9 mil unidades de destinação inadequada de resíduos em todo o país.

Atualmente, segundo dados oficiais do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, o Brasil ainda mantém cerca de 1,6 mil lixões em operação, além de aproximadamente 300 aterros controlados. No total, isso representa cerca de 1,9 mil unidades de destinação inadequada operando no território nacional.

“Lixões ou aterros municipais sem licenciamento ambiental, ou que não adotem tratamentos adequados para gases e chorume, representam um grave risco à saúde humana e ao meio ambiente, causando poluição do ar, contaminação do solo e da água, além de favorecer a proliferação de insetos”, afirma o presidente da Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente, Marçal Cavalcanti.

Fonte: Agência Brasil