
O Sistema Cantareira, principal fonte de abastecimento para a região metropolitana de São Paulo, continuará operando na Faixa 4 – Restrição a partir de 1º de janeiro, segundo informações da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e da Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP-Águas). Essa classificação é adotada quando o volume útil do sistema está entre 20% e 30%. No último dia do ano, o volume útil do Cantareira atingiu 20,18%, uma queda em relação aos 20,99% registrados em 30 de novembro.
O sistema opera por faixas de volume de água armazenada, e, como o nível ainda permanece acima de 20%, a operação em janeiro de 2026 continuará na faixa de restrição. Caso o volume caia abaixo desse limite, o sistema entrará na Faixa 5 – Emergência, com restrições mais severas. As autoridades pedem que a população economize água e que a Sabesp controle a demanda para evitar que o nível chegue ao volume morto ou à faixa de emergência, o que poderia comprometer o abastecimento na região.
As agências reforçam a importância de medidas operacionais de gestão da demanda por parte da Sabesp e também de ações dos usuários para preservar os reservatórios. Com a permanência na faixa 4, a Sabesp poderá retirar até 23 metros cúbicos de água por segundo em janeiro de 2026, conforme previsto na Resolução Conjunta nº 925/2017, do órgão regulador e do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) do estado de São Paulo.
Para garantir o abastecimento da capital e da região metropolitana, além desse volume autorizado, a Sabesp poderá utilizar água da bacia do Rio Paraíba do Sul, represada na Usina Hidrelétrica Jaguari, localizada na região de São José dos Campos. Essa ação funciona como uma transferência de água de um reservatório mais cheio para um que necessita de recursos, ajudando a manter o abastecimento.
Mesmo durante o período de chuvas, que ocorre de outubro de 2025 a maio de 2026, o sistema não se recuperou suficientemente em dezembro. A queda do volume útil, de 20,99% para 20,18%, mantém o alerta para o uso racional dos recursos hídricos. O Sistema Cantareira atende cerca de metade da população da Região Metropolitana de São Paulo e também abastece cidades como Campinas, nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.
Composto por cinco reservatórios interligados — Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro —, o sistema possui um volume útil total de aproximadamente 981,56 bilhões de litros. Desde 2018, há também a interligação entre a represa Jaguari, no rio Paraíba do Sul, e a represa Atibainha, o que aumenta a segurança hídrica para a Grande São Paulo. Embora seus reservatórios estejam totalmente em território paulista, parte das águas provém de rios de domínio da União, com nascentes em Minas Gerais, na bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.
Retiradas
A ANA e a SP Águas monitoram diariamente os níveis de água, vazões e volumes armazenados, avaliando a adequação das regras de operação para a gestão eficiente dos recursos hídricos do sistema.
Para abastecer a capital e região metropolitana, além deste volume (23 m³/s autorizados do Sistema Cantareira), a Sabesp poderá usar a água da bacia do Rio Paraíba do Sul, represada na da Usina Hidrelétrica (UHE) Jaguari, na região de São José dos Campos, para “ajudar” o Cantareira. Na prática, é como se fosse uma transfusão de água de um reservatório mais cheio para um que precisa de abastecimento.
Causa
Mesmo no chamado período úmido — época de chuvas que vai de outubro de 2025 a maio de 2026 — o sistema não se recuperou o suficiente em dezembro. Ao contrário, a queda do volume útil (de 20,99% para 20,18%), mantém o alerta ligado para o consumo dos recursos hídricos.
O Cantareira
O Sistema Cantareira abastece cerca de metade da população da Região Metropolitana de São Paulo e contribui para o atendimento dos usos múltiplos da água, com destaque para o abastecimento de Campinas, nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.
O Cantareira é composto por cinco reservatórios interligados: Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro, com volume útil total de 981,56 bilhões de litros.
Desde 2018, conta também com a interligação entre a represa Jaguari (no rio Paraíba do Sul) e a represa Atibainha, o que amplia a segurança hídrica para a Grande São Paulo.
Embora seus reservatórios estejam localizados integralmente em território paulista, parte das águas vem de rios de domínio da União, por terem nascentes e trechos no estado de Minas Gerais, compondo a bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.
Por este motivo, a ANA e a SP Águas fazem o acompanhamento diário dos dados de níveis da água, vazão e volume armazenado e avaliam se as regras de operação vigentes são adequadas para a gestão dos recursos hídricos do Sistema.
Fonte: Agência Brasil








