
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), nesta quinta-feira (05/02), o Fórum Empresarial Brasil-Rússia foi realizado em parceria com a ApexBrasil e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), reunindo empresários russos e brasileiros para discutir a ampliação do comércio bilateral e o estímulo a investimentos.
A abertura do evento contou com a participação do vice-presidente da República e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, e do primeiro-ministro da Federação da Rússia, Mikhail Mishustin. Além disso, o secretário-executivo do MDIC, Márcio Elias Rosa, integrou o painel intitulado Cooperação Comercial e de Investimento entre a Rússia e o Brasil: Soluções para um Futuro Sustentável.
De acordo com Geraldo Alckmin, o encontro representa “a concretização da vontade de ambos os países em aproximar suas economias e fortalecer o comércio bilateral”. Segundo ele, “Brasil e Rússia compartilham complementaridades, capacidade produtiva e vontade política para transformar oportunidades em projetos concretos”.
Ao abordar as bases estruturais da parceria, o ministro destacou o papel estratégico de Brasil e Rússia na segurança alimentar global e o avanço na agenda de investimentos entre os dois países. Segundo Alckmin, “Brasil e Rússia ocupam posições centrais na segurança alimentar mundial. O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo, enquanto a Rússia é um ator de destaque no fornecimento de insumos estratégicos para a agricultura”.
Ele também ressaltou que, além do crescimento do comércio bilateral, há uma retomada significativa dos investimentos entre as nações, indicando renovado interesse e confiança na relação, especialmente em setores estratégicos.
O fórum teve como objetivos a ampliação de negócios, o estímulo a investimentos e o fortalecimento da cooperação produtiva entre Brasil e Rússia. Autoridades e lideranças empresariais participaram de discussões voltadas ao aprofundamento do comércio e de parcerias estratégicas.
Painel
O primeiro painel abordou a cooperação comercial e de investimentos, com a participação do secretário-executivo do MDIC, Márcio Elias Rosa, e do ministro do Desenvolvimento Econômico da Rússia, Maxim Reshetnikov. Elias Rosa destacou o momento favorável da economia brasileira, ressaltando a previsibilidade macroeconômica, a segurança jurídica e o avanço de uma política industrial voltada à sustentabilidade, inovação e inclusão social.
Segundo ele, “atualmente, o Brasil apresenta estabilidade política, previsibilidade econômica e segurança jurídica, condições essenciais para estimular investimentos privados e ampliar a cooperação internacional”.
Sobre a agenda ambiental e industrial, Elias Rosa reforçou a vantagem competitiva do Brasil na produção de bens industriais com menor emissão de gases de efeito estufa, afirmando que “instalar manufatura no Brasil permite produzir com menor impacto ambiental do que em outros continentes, conciliando competitividade industrial e sustentabilidade”.
O ministro russo destacou o reconhecimento do Brasil como parceiro estratégico, além do dinamismo da economia brasileira e da disposição mútua de enfrentar obstáculos ao comércio. Reshetnikov afirmou que “a Rússia vê o Brasil como um parceiro estratégico. O Brasil é uma economia soberana e dinâmica, e não há barreiras que não possam ser superadas pelo diálogo. Atualmente, não há casos de antidumping envolvendo produtos brasileiros, o que demonstra o potencial para aprofundar o comércio e os investimentos”.
Durante o evento, empresários brasileiros e russos apresentaram propostas para ampliar a integração produtiva, diversificar a pauta comercial e estruturar novos projetos conjuntos.
Resultados
De acordo com o MDIC, as delegações reafirmaram o caráter estratégico da parceria bilateral e destacaram a retomada da Comissão de Alto Nível, após 11 anos, como um passo importante para fortalecer a cooperação econômica. Também revisaram o fluxo comercial entre os países, reconheceram o potencial de ampliação do intercâmbio e manifestaram interesse em diversificar a pauta, com maior participação de bens de maior valor agregado.
Os governos concordaram em aprofundar o diálogo para remover entraves ao comércio, identificar novas oportunidades de negócios e estimular a competitividade, inovação e desenvolvimento sustentável. O Brasil reiterou que as investigações de defesa comercial seguem as normas da Organização Mundial do Comércio (OMC), com transparência, contraditório e abertura ao diálogo técnico.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.








