
O Ministério da Agricultura, em parceria com a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), anunciou um projeto voltado à conservação da Mata Atlântica no sul da Bahia. A iniciativa busca recuperar áreas por meio do sistema cabruca, onde o cacau é cultivado sob a sombra de árvores nativas, estabelecendo metas de restauração de 12 mil hectares e a redução de quase 4 milhões de toneladas de gases de efeito estufa.
No aspecto social, a proposta estima beneficiar cerca de 3.000 produtores de cacau, com potencial de aumento de até 30% na renda anual de cada um.
Além do suporte técnico da FAO, o projeto visa aprimorar a gestão de áreas protegidas na região, buscando um modelo que combine conservação ambiental com sustentabilidade econômica, favorecendo tanto a agricultura familiar quanto a produção comercial.
Avanços na regularização ambiental da pecuária em Mato Grosso
Enquanto o Nordeste investe na cacauicultura, Mato Grosso registra avanços na regularização ambiental de sua pecuária. Desde 2022, o setor recuperou uma área equivalente a 5.800 campos de futebol, resultado de esforços de adequação às normas ambientais.
Essa movimentação tem permitido que produtores anteriormente impedidos de atuar no mercado retornem às atividades formais, contribuindo para a transparência e sustentabilidade do setor.
Mais de 150 pecuaristas já regularizaram suas propriedades, o que impacta positivamente a economia local ao integrar a produção ao sistema formal e às metas de sustentabilidade.
A iniciativa, coordenada pelo Instituto Mato-grossense da Carne, projeta movimentar cerca de R$ 1 bilhão ao longo da cadeia produtiva, fortalecendo o crescimento do agronegócio no Centro-Oeste com foco na sustentabilidade.
As ações nas duas regiões reforçam o compromisso com a recuperação de áreas degradadas e o cumprimento de metas climáticas do Brasil, com monitoramento contínuo por órgãos federais e internacionais.
Fonte: Band.








