Educação

Universidade brasileira mantém destaque em ranking global de sustentabilidade da ONU

A Universidade Estadual de Londrina (UEL), no Paraná, mantém destaque global em sustentabilidade, com forte desempenho em ODS como Educação, Igualdade de Gênero e Inovação, impactando positivamente o setor acadêmico e social. Apesar de redução na nota global, o ranking revela oportunidades para fortalecer ações em áreas críticas como saneamento e energia, impulsionando o desenvolvimento sustentável na região.

Foto: Celio Costa/UEL
Foto: Celio Costa/UEL.

A Universidade Estadual de Londrina (UEL) consolidou sua posição de destaque global em Times Higher Education (THE) Impact Rankings, reconhecendo seu compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU.

Na avaliação internacional, a UEL manteve-se na faixa 401–600 do THE Impact Rankings e, no cenário nacional, permaneceu como a terceira universidade brasileira mais bem posicionada na avaliação, além de liderar entre as instituições do Paraná pelo terceiro ano consecutivo.

Este resultado reforça a reputação da UEL como referência em desenvolvimento sustentável, indicando potencial para se tornar uma instituição de destaque em sustentabilidade no Brasil.

Superação

Na edição de 2026, a UEL destacou-se pelo desempenho em diversos ODS, superando a média mundial em nove deles. Os principais resultados foram nos ODS 4 (Educação de Qualidade) e 5 (Igualdade de Gênero), áreas nas quais a universidade já apresenta resultados consistentes.

A instituição também apresentou crescimento significativo no ODS 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura), impulsionado pelo aumento de patentes, maior interação com o setor produtivo e fortalecimento de startups originadas na universidade.

Embora a classificação geral da universidade tenha se mantido estável, a nota global caiu de 78,6 em 2025 para 69,1 em 2026, uma redução de aproximadamente 12%.

Planejamento

Segundo Ernane Torres Uchôa, diretor de Avaliação e Informação Institucional da Pró-reitoria de Planejamento (Proplan), a oscilação na nota reflete mudanças de desempenho em indicadores específicos e aponta oportunidades para fortalecer ações institucionais e aprimorar a sistematização de evidências conforme a metodologia do ranking.

Uchôa acrescenta que os dados utilizados na avaliação foram coletados em 2024 e analisados em 2025. Apesar do atraso de quase dois anos, o resultado serve como uma autoavaliação para a universidade, confirmando aspectos já identificados pela equipe.

Ele destaca que a gestão da universidade está alinhada com as áreas apontadas pelo ranking, que avalia a atuação social e de sustentabilidade da instituição, sendo um importante indicador de engajamento.

A análise dos resultados envolveu uma avaliação detalhada por parte da Proplan. Apesar de manter sua classificação geral, a redução na nota global é vista como uma oportunidade de aprimoramento institucional.

De acordo com Uchôa, a redução na pontuação indica desafios que devem ser enfrentados, e o ranking auxilia na identificação de áreas que requerem atenção e planejamento.

A avaliação aponta que muitos desafios não decorrem de ações inexistentes, mas da necessidade de fortalecer a produção e sistematização de indicadores, o monitoramento de resultados e a transparência das evidências conforme a metodologia internacional.

Uchôa reforça que essas áreas demandam esforços institucionais mais estruturados para implementar e consolidar políticas que aprimorem o monitoramento e a demonstração de resultados.

Desafios

Entre os objetivos que apresentaram maiores dificuldades estão Água Potável e Saneamento (ODS 6), Energia Limpa e Acessível (ODS 7), Cidades e Comunidades Sustentáveis (ODS 11), Consumo e Produção Responsáveis (ODS 12) e Parcerias para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS 17).

Os resultados indicam a necessidade de ações mais estruturadas para implementar e consolidar políticas que enfrentem esses desafios, com a nova gestão já alinhada às estratégias de aprimoramento.

Fonte: Planeta Campo.