
A produção de carne bovina no Pantanal sul-mato-grossense demonstra a viabilidade de integrar atividade pecuária, conservação ambiental e qualidade do produto. O sistema extensivo, adaptado ao ciclo natural de cheias e secas, combina práticas tradicionais com tecnologias de manejo, melhoramento genético e planejamento da produção.
No município de Bandeirantes (MS), a fazenda mantém um sistema de ciclo completo de pecuária, incluindo cria, recria e engorda de animais. O produtor Pedro Manuel Corrêa destaca que a atividade exige dedicação contínua, com trabalho no campo ao longo de todo o ano.
O produtor enfatiza a importância de preservar o bioma do Pantanal, um dos mais ricos do planeta. Segundo Corrêa, a convivência entre pecuária e ambiente contribui para a preservação das características naturais do bioma, incluindo fauna, vegetação e áreas alagadas.
Cavalo pantaneiro
Nas fazendas pantaneiras, o cavalo é fundamental para o trabalho com o gado. Corrêa investe na criação do cavalo pantaneiro, raça reconhecida por sua rusticidade e resistência às condições do bioma.

Segundo Corrêa, “um cavalo que aguenta as águas do Pantanal, que precisa nadar, percorrer grandes distâncias e acompanhar o gado no bioma. O cavalo pantaneiro é um dos animais mais resistentes do país”.
Adaptados às longas distâncias e áreas alagadas, esses animais percorrem dezenas de quilômetros diários, atravessam regiões inundadas e auxiliam no manejo de rebanhos que podem ultrapassar 30 mil hectares.
Tecnologia aprimora o desempenho dos animais
Após a fase de cria no Pantanal, os animais seguem para recria e terminação na Fazenda Guanabara, localizada no Planalto. Antes do confinamento, passam por período de adaptação no pasto, etapa essencial para reduzir o estresse e melhorar o desempenho.
A fazenda conta com equipe de médicos-veterinários e zootecnistas responsáveis pelo planejamento da produção. O trabalho inicia na fase de cria, com definição das características genéticas para atender às exigências da fase de terminação.
A propriedade utiliza inseminação artificial em tempo fixo (IATF) e seleciona animais com maior adaptação ao sistema produtivo. Atualmente, aproximadamente 40% do rebanho é composto por Nelore, 40% por Angus e 20% por animais cruzados.
Fonte: Planeta Campo.










