
Saber como plantar tomate é fundamental para garantir uma produção de qualidade e obter uma renda adicional. Presente em molhos, saladas e outros pratos, o tomate é uma fruta, e entre as variedades mais cultivadas estão o longa vida, tomate-caqui, tomate-cereja e tomate-uva.
Independentemente da variedade escolhida, os cuidados para o cultivo do tomate são semelhantes. Produzir essa cultura não é complicado nem caro; estima-se que o custo por planta, incluindo insumos, seja em torno de R$ 3, excluindo a mão de obra. Para quem não pretende vender em grande escala, aprender como plantar tomate traz benefícios adicionais.
6 passos para quem quer saber como plantar tomate
As recomendações a seguir são úteis tanto para fins comerciais quanto para quem deseja acrescentar o tomate à própria horta. Mesmo em cultivo em vasos, é possível seguir essas orientações para obter bons resultados.
1 – Quando plantar
O tomate pode ser cultivado em qualquer época do ano, porém, deve-se evitar temperaturas extremas, como geadas, temperaturas muito baixas ou calor intenso. Regiões de clima ameno são mais indicadas para o cultivo. Em áreas com clima mais severo, recomenda-se plantar na meia-estação, com temperaturas mínimas de 15 °C à noite e máximas de até 24 °C durante o dia.
Se o clima local for mais instável, o cultivo em estufas ou coberturas plásticas pode proteger as plantas. É importante evitar temperaturas abaixo de 15 °C à noite, pois o tomate não tolera condições de frio extremo, o que pode prejudicar o desenvolvimento.
2 – Onde plantar
Para produção em maior escala, especialmente para comercialização, recomenda-se a semeadura em células de bandejas de isopor ou materiais reutilizáveis, como copos plásticos, embalagens limpas de iogurte ou caixas de leite. É possível também plantar diretamente no solo, mas com cuidados especiais.
No plantio direto, as sementes devem ser colocadas a uma profundidade de aproximadamente meio centímetro, evitando enterrá-las muito fundo, o que dificultaria a germinação. As sementes pequenas precisam de uma camada fina de substrato para facilitar a brotação.
Para melhor desenvolvimento, as sementes devem ser colocadas com apenas meio centímetro de profundidade e cobertas com uma camada leve de substrato de qualidade. A seguir, abordaremos detalhes sobre o preparo do solo.
A área de plantio deve receber pelo menos 6 horas diárias de sol, além de possuir solo bem drenado. Essas condições são essenciais para o bom desenvolvimento do tomateiro e uma colheita produtiva.
3 – Como preparar a terra
Arar o solo é uma prática importante para deixá-lo mais leve, descompactado e livre de resíduos que possam favorecer plantas daninhas ou prejudicar as raízes. Apesar de o tomate não ser exigente em nutrientes, a adubação adequada pode aumentar a produtividade.
A aplicação de adubos orgânicos, fertilizantes de fósforo e potássio, além da calagem com calcário para estabilizar níveis de magnésio e manganês, contribuem para o bom desenvolvimento das plantas. Essas ações favorecem a saúde do solo e das mudas.
Um mês antes do plantio, a aplicação de defensivos agrícolas pode ajudar a prevenir pragas e doenças, já que o tomate é bastante suscetível a fungos e insetos. Essa medida é especialmente importante em cultivos comerciais não-orgânicos.
4 – De que forma semear
Quando as mudas atingirem de quatro a cinco folhas ou cerca de dez centímetros de altura, é hora de transplantar para o solo. Respeite o espaçamento de 50 a 60 centímetros entre as plantas e 1,2 metro entre os sulcos.
Ao transplantar, recomenda-se enterrar as mudas até o primeiro conjunto de folhas, estimulando a formação de raízes adicionais ao redor da haste, o que fortalece a planta e melhora seu desenvolvimento.
Para quem não possui sementes, o uso de um galho de outro tomateiro pode ser uma alternativa viável, pois o tomateiro cria raízes em torno das hastes. Entretanto, esse método é mais adequado para hortas caseiras do que para cultivo comercial.
5 – Quais cuidados são essenciais
Embora o tomateiro precise de bastante sol, o solo deve estar úmido, mas sem encharcar. Em regiões secas, o uso de cobertura plástica ou estufas ajuda a manter a umidade adequada. Além disso, o tutoramento com varas de bambu ou madeira de aproximadamente dois metros é fundamental para sustentar os galhos e evitar que quebrem com o peso dos frutos.
A poda de brotos nas axilas, especialmente abaixo do primeiro cacho de frutos, melhora a circulação de ar, acelera a secagem das folhas após a irrigação e reduz a incidência de fungos. Essa prática também facilita o manejo da planta.
A observação e o controle de pragas, como mosca branca, ácaros, larva minadora, nematóides e pulgões, são essenciais. Soluções caseiras, como repelentes à base de álcool e alho, caldas de detergente ou cebola, podem ser utilizadas em cultivos menores.
A rotação de culturas, o tratamento do solo e o uso de controle biológico, incluindo óleos essenciais de capim-limão e óleo de neem, ajudam a prevenir doenças e fortalecer as plantas. A nutrição adequada, com fertilizantes químicos e biológicos, também é fundamental para a resistência do cultivo.
Práticas de Manejo Integrado de Pragas (MIP) contribuem para o controle eficiente de pragas e doenças, promovendo um cultivo mais saudável e sustentável.
Por fim, a nutrição das plantas e do solo com fertilizantes químicos e biológicos é um fator essencial na manutenção de um cultivo resistente. Lembre-se, ainda, do Manejo Integrado de Pragas como uma prática importante e eficaz.
6 – Quando colher
Acompanhar o desenvolvimento dos frutos permite identificar o melhor momento para colher, garantindo qualidade e produtividade. A colheita deve ser feita com cuidado para evitar danos às plantas.
E aí, ficou claro como plantar tomate? Esperamos que as dicas tenham sido úteis e que você faça uma boa plantação, com uma colheita produtiva. Caso tenha alguma dúvida ou contribuição, fique à vontade para deixar seu comentário no espaço abaixo. Aproveite e compartilhe este artigo com seus colegas para levar essas informações a mais pessoas!
Fonte: Bel Agro.









