
Plantas tigueras representam um tipo específico de erva daninha, caracterizadas por serem espécies frutíferas provenientes de culturas anteriores que emergem na safra atual devido à presença de frutos ou sementes viáveis deixados no solo durante a colheita.
Para compreender como essas plantas surgem, as estratégias de prevenção, as dificuldades no seu controle e os prejuízos que podem causar, é importante analisar as informações essenciais sobre esse invasor.
Como evitar o surgimento de plantas tigueras
Conhecidas também como guaxas ou voluntárias, as plantas tigueras representam um desafio para os agricultores por sua resistência potencialmente maior que a de ervas daninhas comuns. Como restos de culturas passadas, elas podem reter nutrientes e proteções utilizadas anteriormente, dificultando seu controle.
O uso de produtos específicos e eficazes pode ajudar no manejo dessas plantas, mas a principal estratégia deve ser a prevenção. Essa prevenção começa na preparação do solo e no manejo adequado durante o plantio.
A rotação de culturas é uma prática fundamental para manter a qualidade do solo e evitar a germinação de plantas tigueras. No entanto, essa fase do cultivo exige atenção, pois a troca de culturas pode deixar sementes ou frutos que germinam na próxima safra.
O preparo do solo deve garantir sua aeração e evitar a presença de sementes viáveis, além de ser importante na colheita, para reduzir o risco de deixar restos que possam gerar novas plantas na cultura seguinte.
Por exemplo, ao rotacionar milho com soja, é essencial remover espigas e resíduos de milho do solo durante a colheita. Caso contrário, plantas indesejadas podem crescer entre as plantas da nova cultura, prejudicando o espaçamento, a nutrição e a incidência de luz.
Esse cuidado é válido para qualquer cultura, pois o manejo inadequado durante a colheita e o transporte de frutos e grãos é uma das principais causas do surgimento de plantas tigueras.
Aparecimento de plantas tigueras também ocorre em monoculturas, especialmente quando sementes ou frutos de culturas anteriores permanecem próximas às plantas atuais, indicando a importância de um planejamento adequado de espaçamento e manejo.
Perigos das plantas tigueras para a cultura
Embora pareçam inofensivas por serem restos de culturas passadas, as plantas tigueras competem por água, luz e nutrientes com as culturas atuais, podendo causar perdas de produtividade significativas, chegando a 70% em alguns casos.
Além da competição por recursos, elas podem atuar como vetores de pragas e doenças, aumentando o risco de contaminação de plantas saudáveis. Insetos que se alimentam dessas plantas podem transportar vírus e outros patógenos para as culturas em desenvolvimento.
Por exemplo, o vírus do tomate, que é transmitido por insetos, pode ser levado por pragas atraídas por plantas tigueras próximas, elevando o risco de infecção na cultura de tomate ou outras plantas suscetíveis.
Controle e manejo das plantas tigueras
A rotação de culturas com famílias botânicas diferentes é uma estratégia eficaz para o controle das plantas tigueras, facilitando o uso de herbicidas específicos para eliminar essas invasoras sem prejudicar a cultura principal.
Arrancar manualmente ou capinar entre as fileiras também é uma alternativa, embora seja trabalhoso em áreas extensas. A inspeção constante do cultivo é essencial para identificar e eliminar plantas indesejadas e monitorar a presença de pragas ou outros invasores.
Fonte: Bel Agro.









