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Como identificar e controlar pulgões na lavoura

Pulgões ameaçam lavouras de milho, cevada e uva no Brasil, causando prejuízos significativos ao reduzir a produtividade e favorecer doenças como a fumagina. A adoção de manejo integrado, controle biológico e monitoramento constante são essenciais para evitar perdas na agricultura.

A presença de pulgões na lavoura indica riscos à produtividade, sendo importante reconhecer, prevenir e adotar manejo adequado para evitar prejuízos - Foto: Reprodução.
A presença de pulgões na lavoura indica riscos à produtividade, sendo importante reconhecer, prevenir e adotar manejo adequado para evitar prejuízos – Foto: Reprodução.

A presença de pulgões na lavoura causa prejuízos, pois esses insetos sugam a seiva das plantas e secretam melado que atrai formigas e favorece doenças como a fumagina. Identificar e controlar essa praga é fundamental para evitar danos à cultura.

Este artigo aborda as causas do surgimento dos pulgões, suas consequências na lavoura e as principais medidas preventivas e de controle para manejo eficiente dessa praga.

Pulgões na lavoura: características e impactos

Os pulgões são insetos de pequeno porte, com coloração que varia entre marrom, amarelo, preto ou verde. Podem ou não possuir asas, dependendo da espécie, e atacam diversas plantas, incluindo milho, cevada, uva, hortaliças e gramíneas. Sua coloração e tamanho dificultam a detecção precoce, sendo comum a infestação avançada antes da identificação.

Na fase inicial, os efeitos negativos dos pulgões já podem ser observados, como o prejuízo ao desenvolvimento das plantas. Como eles se reproduzem rapidamente, a inspeção constante e a prevenção são essenciais para evitar que a infestação atinja níveis críticos.

A gravidade dos danos depende da densidade populacional dos pulgões e do estágio de crescimento das plantas. Geralmente, eles atacam no início da fase vegetativa, prejudicando o desenvolvimento e a produtividade da cultura.

A secreção de melado pelos pulgões atrai formigas e favorece o desenvolvimento da fumagina, um fungo que cobre os tecidos das plantas, dificultando a fotossíntese e comprometendo a saúde da cultura.

Os pulgões causam ressecamento dos galhos, amarelamento e necrose das folhas, apodrecimento das raízes, redução de folhas e frutos, levando ao declínio rápido das plantas. Além disso, podem transmitir vírus que agravam o problema.

Embora o foco seja na lavoura, os pulgões também podem infestar jardins e outras plantas, sendo importante monitorar diferentes ambientes para controle preventivo.

Devido aos prejuízos causados pelos pulgões, é fundamental adotar medidas de prevenção e controle para evitar sua proliferação na lavoura.

Medidas preventivas contra pulgões

O excesso de nitrogênio no solo pode atrair pulgões, pois esses insetos oportunistas se aproveitam de ambientes com alta disponibilidade de nutrientes. Assim, a adubação deve ser equilibrada, evitando excessos que possam favorecer a infestação.

Recomenda-se o uso de fertilizantes minerais, seguindo as orientações do fabricante, para garantir uma nutrição adequada sem causar estresse às plantas. O uso de adubos orgânicos também é possível, desde que bem manejados para evitar desequilíbrios nutricionais.

O monitoramento frequente da lavoura é importante, embora possa ser desafiador em grandes áreas. O controle biológico, com espécies de vespas como Aphidius colemani, A. ropalosiphi, A. uzbekistanus, A. ervi, Diaeretiella rapae, Praon volucre e Ephedius plagiator, pode ser uma estratégia eficaz, dependendo da espécie de pulgão presente e da cultura.

A introdução dessas vespas deve ser orientada por um especialista, considerando a espécie de pulgão e o ambiente. O manejo integrado de pragas é a abordagem recomendada para controle sustentável.

A cobertura do solo com coentro verde, pó de serra ou palha de arroz atua como repelente natural aos pulgões. O coentro, além de repelir, atrai joaninhas, que são predadoras naturais da praga. O controle de plantas daninhas também contribui para a redução da infestação.

Soluções caseiras, como aplicações de sabão com fumo de corda, álcool, extratos de confrei ou urtigas diluídos em água, podem ser utilizadas regularmente para controle. O uso de inseticidas também pode ser considerado, especialmente em casos de infestação severa e persistente.

Fonte: Bel Agro.