
Como fazer compostagem é uma dúvida comum de quem pretende produzir o seu próprio adubo e utilizá-lo na horta ou no jardim. Afinal, o resultado desse processo é um fertilizante orgânico repleto de nutrientes, que pode ser utilizado em qualquer cultura e ainda contribui para dar um destino mais sustentável aos resíduos orgânicos gerados no dia a dia.
O que é compostagem
Antes de explicar como fazer compostagem, é importante entender o conceito: a compostagem é um processo biológico que transforma resíduos orgânicos, como folhas e restos de alimentos, em um composto homogêneo, sem cheiro e rico em nutrientes, capaz de melhorar as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo. Essa transformação ocorre em três fases distintas:
Fase mesofílica: é uma etapa curta, de aproximadamente 15 dias, na qual micro-organismos, principalmente bactérias, metabolizam moléculas simples presentes nos resíduos, atingindo temperaturas de até 40 °C.
Fase termofílica: fase mais longa, que pode durar até dois meses, na qual bactérias e fungos degradam moléculas mais complexas, com temperaturas que podem alcançar até 70 °C.
Fase de maturação: dura de um a dois meses e é marcada pela redução da atividade microbiana, levando à diminuição da temperatura e da acidez, o que torna o composto adequado para uso sem risco de danos às plantas.
Após passar por essas fases, que totalizam de três a quatro meses, o composto orgânico está pronto para ser utilizado na horta ou jardim.
Como fazer compostagem doméstica
Existem diferentes tipos de compostagem, variando principalmente pela quantidade de resíduos utilizados. Pode ser realizada em escala industrial ou em pequenas instalações, como compostagens comunitárias ou domésticas. A seguir, descreve-se o procedimento para compostagem de uso doméstico, mais comum para quem deseja adubar hortas e jardins.
O primeiro passo é preparar uma composteira, que pode ser feita com tambores, cercados de arame ou madeira, ou até com baldes. Também é possível adquirir composteiras prontas, disponíveis no mercado. É importante posicioná-la em local bem ventilado, pois o oxigênio é essencial para a atividade microbiana.
Em seguida, cubra o fundo da composteira com terra seca, que ajuda a absorver a umidade do material. Depois, adicione os resíduos orgânicos que serão decompostos, tomando cuidado para incluir apenas os tipos indicados.
Resíduos que podem ser utilizados livremente: frutas, verduras, legumes e suas cascas, borra de café, filtros de café, cascas de ovos, sementes e grãos.
Resíduos que devem ser utilizados com moderação: alimentos cozidos, laticínios, frutas cítricas, papel toalha e guardanapos.
Resíduos que não devem ser utilizados: carnes, arroz, trigo, limão, temperos fortes, papel, óleo, fezes de animais domésticos e líquidos.
Para acelerar o processo de compostagem, recomenda-se picar os resíduos, o que favorece a decomposição. A adição de minhocas ou esterco também contribui para maior rapidez, pois esses elementos aumentam a atividade microbiana, produzindo excrementos ricos em bactérias benéficas.
Após inserir os resíduos, feche a tampa da composteira e revire o material regularmente, especialmente ao acrescentar novos resíduos. Antes de usar o composto, verifique se ele está completamente maturado, pois resíduos ainda muito ácidos podem prejudicar as plantas.
Fonte: Bel Agro.








