
Segundo o estudo elaborado pela Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) em parceria com o Cepea, da Esalq/USP, o volume de sêmen comercializado abrange vendas internas, exportações e serviços relacionados à reprodução assistida.
Do total, mais de 11 milhões de doses foram vendidas diretamente a pecuaristas brasileiros. As operações no mercado interno cresceram 11,5%, com destaque para a pecuária de corte, que respondeu por 7,88 milhões de doses, aumento de 16,9%. Em relação à produção de leite, o volume de sêmen permaneceu praticamente estável, com um incremento de 0,1%, totalizando aproximadamente 3,2 milhões de doses.
O presidente da Asbia, Luis Adriano Teixeira, atribui esse movimento ao ciclo atual do setor pecuário. Ele explica que a valorização do bezerro incentiva os produtores a investirem na melhoria genética de seus rebanhos, utilizando biotecnologias reprodutivas para garantir maior eficiência e qualidade na produção de carne e leite.
Exportações de sêmen bovino atingem recorde com crescimento de 66,8%
O mercado internacional também apresentou avanços expressivos. O Brasil exportou 663.481 doses de sêmen no semestre, o que representa um aumento de 66,8%. O destaque ficou por conta da genética de corte, que cresceu quase 120%, com 415.024 doses enviadas ao exterior, e a genética leiteira, que aumentou em 18,9%, totalizando 248.457 doses.
O volume total de material genético, somando produção nacional e importações, atingiu 14,03 milhões de doses, um crescimento de 7,1%. Desse total, cerca de 10,3 milhões de doses foram produzidas localmente, enquanto 3,75 milhões foram importadas. A produção nacional de sêmen leiteiro superou 2 milhões de doses, marcando um novo recorde para o primeiro semestre.
Ampliação do uso da inseminação artificial no Brasil

O avanço da tecnologia reprodutiva também se reflete na disseminação da inseminação artificial. No primeiro semestre, essa prática esteve presente em 4.225 municípios, o que corresponde a 76,4% das localidades brasileiras, um crescimento de quase 10% em relação ao ano anterior.
Esses dados reforçam a importância crescente da genética na pecuária nacional, sobretudo em um cenário de valorização do bezerro e maior atenção à eficiência produtiva. Para os produtores, o uso de biotecnologias reprodutivas amplia o acesso a animais de alta qualidade genética, acelerando a incorporação de características como ganho de peso, precocidade, fertilidade e produtividade. Tais avanços se tornam ainda mais relevantes diante do aumento dos custos de reposição de rebanho.
Fonte: Compre Rural.








