Meio Ambiente

Projeto transforma solo degradado em área de recuperação em Gilbués

Um projeto de reflorestamento no sul do Piauí, que utiliza inovação tecnológica, já mostra resultados promissores na recuperação de áreas severamente degradadas, com mudas que atingem até 70 centímetros de altura em apenas um ano.

Foto: Ascom Semarh.
Foto: Ascom Semarh.

O Governo do Piauí, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, implementou um projeto de recuperação ambiental na região de Gilbués, que, após um ano de atividades, apresenta sinais concretos de reversão do processo de desertificação. A iniciativa, que envolve tecnologia brasileira e parcerias acadêmicas e privadas, tem como foco reabilitar uma das maiores áreas de solo exposto e erosão do país.

Em uma área de dez hectares, mais de mil mudas de espécies frutíferas e nativas do Cerrado foram plantadas com a ajuda de uma tecnologia desenvolvida por pesquisadores brasileiros em colaboração com a iniciativa privada e o governo estadual. Algumas dessas plantas já ultrapassam os 70 centímetros de altura, demonstrando a eficácia do método na recuperação de solos considerados altamente degradados.

O projeto é conduzido pelo Núcleo de Pesquisa para Recuperação de Áreas Degradadas (Nuperade), vinculado à Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí, com apoio da Universidade Federal do Piauí (UFPI), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi), da empresa Afert e de outros parceiros.

Foto: Ascom Semarh.
Foto: Ascom Semarh.
Foto: Ascom Semarh.
Foto: Ascom Semarh.

A área afetada pela desertificação em Gilbués, que cobre aproximadamente 805 km² — maior do que a extensão da cidade de Nova York —, apresenta um cenário marcado por voçorocas, crateras e cânions resultantes do intenso processo erosivo. Após doze meses de intervenção, os primeiros sinais de recuperação já se evidenciam na paisagem, onde o solo exposto e a erosão começam a dar lugar a um cenário mais verde e promissor.

Foto: Ascom Semarh.
Foto: Ascom Semarh.

Segundo Feliphe Araújo, secretário estadual do Meio Ambiente, os avanços em apenas um ano mostram que inovação, ciência e políticas públicas podem reverter processos de degradação considerados irreversíveis. “Ver mudas atingindo até 70 centímetros em uma área antes considerada improdutiva reforça a esperança de transformar Gilbués em uma referência nacional no combate à desertificação”, afirmou.

Foto: Ascom Semarh.
Foto: Ascom Semarh.

O Núcleo de Pesquisa para Recuperação de Áreas Degradadas (Nuperade), criado em 2005, é reconhecido por suas estratégias inovadoras na recuperação de áreas degradadas. Com um ano de atuação de uma de suas iniciativas mais novas, os resultados reforçam que o combate à desertificação pode ser alcançado por meio de tecnologia, pesquisa e preservação ambiental.

Fonte: pi.gov.br